quinta-feira, 7 de junho de 2012

C. Rolim: bom modelo de sucessão empresarial

União e trabalho responsável
Diretores do grupo empresarial cearense contam experiências do negócio familiar a jovens lojistas

Foi uma aula teórica e prática que tiveram ontem quase 100 integrantes da CDL Jovem de Fortaleza, aos quais falaram três gerações, explicando, em detalhes, a exitosa sucessão familiar do Grupo C. Rolim, decidida em apenas 60 dias e após quatro tranquilas reuniões.


Família Rolim contou histórias que fazem parte das décadas de existência do Grupo FOTO: DIVULGAÇÃO

"Temos três princípios: a união, o trabalho responsável e perseverante e a ética. Se a família for unida, chega lá" - disse, sob aplausos, a matriarca Edir Rolim, ladeada pelo filho mais velho, Pio, e pela neta Ticiana, que toca os negócios da C. Rolim Engenharia, uma das 13 empresas do grupo.

Início
Saudados pelo presidente da CDL Jovem, Paulo Guterres, das lojas Desconexo, os Rolim repartiram a conversa em três tempos. No primeiro, Pio Rodrigues contou a história do pai Clóvis Rolim, que, em 1949, saiu da Fazenda Pé Branco, em Cajazeiras, no sertão da Paraíba, e veio para Fortaleza, onde abriu o Armazém Nordeste, iniciando uma carreira empresarial que o levaria a tornar-se o mais influente líder do comércio varejista do Ceará. "Meu pai era um otimista. Ele nos repetia sempre: ´Se com otimismo as coisas já são difíceis, com pessimismo elas se tornam impossíveis´. E também era um obstinado que nos ensinava, dizendo: ´O possível por si só já está feito. Eu quero o impossível´. E foi assim que todos os seus projetos se realizaram", diz Pio.

Pio Rodrigues contou como se deu a sucessão familiar no Grupo C. Rolim.

Primeiro, o pai já havia distribuído, porcentualmente, entre os quatro filhos uma parte das ações do grupo e as correspondentes tarefas de cada um em cada empresa. Exemplo: ele colocou Ricardo Rolim na direção da Casa Pio. Algum tempo depois, intuiu que o lugar certo para ele era a Crasa, e para lá o mandou, chamando Clóvis Júnior para o seu lugar.

Alguns anos após a morte do marido, D. Edir Rolim repartiu com os filhos todas as suas ações, ficando com apenas 4% delas. Consensualmente, a família decidiu também que o controle acionário e a gestão de cada empresa ficaria nas mãos de quem já as comandava.

Ticiana Rolim Queiroz disse que, nas terças-feiras, toda a família reúne-se em almoço na sede das empresas, no Centro Empresarial C. Rolim, no Centro de Fortaleza. "É nessa ocasião que descobrimos que tudo continua como antes, pois todos sabemos o que acontece com todos os negócios do grupo, e isto demonstra a nossa grande união".

Modelo conservador
Para Ticiana, o modelo de gestão de negócios do Grupo C. Rolim "é conservador, pois, embora adaptado constantemente aos novos desafios do mercado, seus princípios são os mesmos implantados pelo meu avô".

Fechando a conversa, D. Edir Rolim confessou que, imediatamente depois da morte do marido, se sentiu insegura em relação à gestão dos negócios da família. "Mas durou pouco essa insegurança, pois meus filhos se mostraram capazes de enfrentar e vencer o desafio. E foi o que aconteceu".

ATUAÇÃO13 empresas compõem o Grupo C. Rolim, fundado por Clóvis Rolim. Engenharia e comércio estão entre as áreas de atuação dos empreendimentos

EGÍDIO SERPA
COLUNISTA

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