domingo, 19 de setembro de 2010

Prestação de contas da administração 1963-1969 do Prefeito Francisco Matias Rolim







O PREFEITO FRANCISCO MATIAS ROLIM NO PRIMEIRO EXPEDIENTE COMO PREFEITO DE CAJAZEIRAS
MENSAGEM DO PREFEITO FRANCISCO MATIAS ROLIM NOS CINCO ANOS DE ADMINISTRAÇÃO


































Sobre o Ataque de Sabino a Cajazeiras

O 80 anos do ataque do Guerrilheiro Sabino
Por Dra.Francisquinha


Na sombria tarde de 28 de setembro de 1926, a cidade de Cajazeiras localizada às margens do Açude Grande, tendo à frente a Igreja Matriz e ao lado esquerdo o Colégio Padre Rolim, mais à frente as casas comerciais e residências, no silêncio da espera, desperta aos tiros das armas do cangaceiro Sabino Gomes e seus asseclas.
Sabino Gomes teve a coragem de atacar a cidade de Cajazeiras, que tinha aproximadamente mais de 5.000 habitantes, e que através das autoridades da terra do Padre Rolim, como sejam Prefeito e o representante da força policial, tinham preparado estratégias para frustrar o ataque, além do juiz da cidade pedir reforço ao Presidente do Estado.
As autoridades tiveram conhecimento da marcha dos bandoleiros através de telegramas expedidos por parentes residentes nas cidades do Cariri cearense, informando-os que Lampião à frente de 100 homens, teria atravessado a região em direção à Paraíba, visando Cajazeiras.
Na verdade, quem marchou para a cidade de Cajazeiras foi Sabino Gomes, Sabino Gomes de Góes conhecido no mundo do cangaço como feroz guerrilheiro Sabino das Abóboras, lugar-tenente de Lampião, capitão Virgolino, patente recebida em 06 de março de 1926, na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará, para lutar contra a Coluna Prestes.
A cidade se preparou tão bem que foram os primeiros a assassinarem três homens do Bando de Sabino, que estiveram na cidade para observar o movimento e repassar as informações.
Depois de três anos, estava de volta à Cajazeiras Sabino sob a chefia de 22 asseclas. Entre eles estavam: Laurindo, Mariano, Bom Deveras, Bentivi, Dois de Ouro, Rio Preto, Picapau, Euclides, Formiga, Braúna, Namorado, Gusmão, Maçarico e outros. Esse era um momento muito aguardado por Sabino!
Sabino e o seu bando iniciaram suas façanhas através dos Sítios: Marimbas, Tambor, Redondo e Baixa Grande onde fizeram uma parada. No sítio Baixa Grande, assassinou dois agricultores: Raimundo Cassimiro e seu filho Chico Cassimiro. Esta notícia se espalhou rapidamente assombrando a população dos recantos do município e principalmente a população de Cajazeiras.
Vista aérea atual da cidade de Cajazeiras, na Paraíba
Vários escritores, já descreveram o itinerário quando da entrada de Sabino à terra de Padre Rolim, iniciando pelo Sítio Remédios (atual bairro Remédios) com parada na casa de Luiz Boca-Aberta; desceram pela rua Cel. Vital Rolim, antiga Matança (atual Dr. Coelho), onde assassinaram, com um tiro na cabeça, um policial que fazia correição de animais soltos nas vias públicas.
A gritaria e os disparos amedrontavam a cidade. Nas proximidades do Prédio Vicentino, ex-Cine Pax, mataram Cícero Ferreira Lima, vulgo Pé de Cágado, que teve a ousadia de responder a Sabino que não tinha medo nem de cangaceiro nem de Lampião.Em seguida entraram pela rua do comércio, atual Padre José Tomaz, até a Praça Coração de Jesus, entrincheirando-se na Igreja do mesmo nome, enquanto os defensores encontravam-se entrincheirados nas ruas Sete de Setembro, atual Av. Presidente João Pessoa, e Tenente Sabino com a rua do Comércio, acontecendo um cerrado “fogo”. No calor do “fogo”, Sabino junto aos seus companheiros, deu exemplo de bravura pessoal, correndo pela rua, atirando ora com mosquetão, ora servindo-se do rifle papo amarelo, que acendia lampejos de fogo, refletindo uma fúria monstruosa. Na verdade, um grande guerrilheiro! Os defensores encontravam-se em posição privilegiada para o avanço dos bandoleiros, que tiveram que recuar pela rua da Tamarina e na passagem assassinaram o alfaiate Eliezer. Seguiram pela Travessa S. Francisco, entraram na rua Quinze de Novembro e atacaram a casa de Major Epifânio Sobreira, arrolado como um dos ricos da cidade. O Major reagiu ao ataque com ajuda de seu empregado José Inácio da Silva, mas mesmo assim foi ferido. O grupo avançou para a rua Sete de Setembro, atual Av. Pres. João Pessoa, quando foram surpreendidos pela misteriosa explosão da Usina de Força e Luz, instalada ao sopé da barragem do Açude Grande, sob a direção técnica de José Sinfrônio Assis, levando os bandoleiros a recuarem. Pensava eles ser reforço e era regra no cangaço recuar, quando o combate se tornava confuso ou incerto.
O principal objetivo do ataque de Sabino à Cajazeiras era VINGANÇA, por ter sido vítima de emboscada por policiais, tendo como responsável o soldado reformado Lourenço Dunga; em seguida prender o prefeito Sabino Rolim e o Dr. Draenner engenheiro das Secas, para pedir resgate. O saque ao comércio e as casas dos ricaços era praxe quando dos ataques dos cangaceiros; e por fim também vingar-se do velho conhecido ex-cangaceiro Raimundo Anastácio que aliou-se às autoridades policiais, passando todas as informações sobre o ataque.
Apesar da resistência formada por vinte e cinco homens, em primeiro plano Tenente Elias Fernandes (Delegado de Policia) e quinze soldados; mais: Romeu Menando Cruz, Pe. Gervásio Coelho, Joaquim Sobreira Cartaxo (Marechal), Bacharel Praxedes Pitanga, Jaime Carneiro, Raimundo Anastácio, Major Epifânio Sobreira, José Sinfrônio Assis e José Inácio da Silva, a cidade viveu as agruras do ataque que deixou marcas indeléveis. O soldado Lourenço pagou com a vida pelo que fez a Sabino. A casa de Raimundo Anastácio foi destruída, e quando da fuga, o grupo incendiou a residência de Martinho Barbosa e saquearam as residências de: Dr. José Coelho Sobrinho, do médico Dr. José Jorge Almeida, Manoel Pinheiros e do comerciante Júlio Marques entre outras.
Dom Moisés Sinezano Coelho, Bispo de Cajazeiras em 1926
O célebre e afamado Sabino com o seu bando, levou a cidade a viver mais de cinco horas de pavor. Inúmeras famílias, por medo, fugiram para as proximidades do município, pois os cangaceiros não usavam de piedade. A Igreja, na pessoa do Bispo D. Moisés Coelho, tomou como arma a oração pela cidade e pelos cangaceiros, porque afinal os cangaceiros eram filhos de Deus e vítimas das injustiças sociais.
Sabino era pernambucano, veio para Cajazeiras, através do importante político e comerciante, além de ser proprietário do Jornal “O Rebate”, Cel. Marcolino Pereira Diniz, com quem tinha uma forte ligação. Tempos depois trouxe também suas quatros filhas (Maria, Geni, Alaíde – Nazinha - e Maria de Lourdes – Delouza, e a sua mãe, Maria Paulo, à qual as pessoas chamavam carinhosamente de Vó.
Dra.Francisquinha; penultima à nossa direita, por ocasião do Cariri Cangaço
Sabino era um homem cujas decisões se davam pela ponta do punhal ou do rifle. O guerrilheiro Sabino fez a sua historia pelas armas. E a partir do meado da década de 20, no Sertão, uma toada muito conhecida veio a imortalizá-lo.

Lá vem Sabino
Mais Lampião
Chapéu quebrado
Fuzil na mão


Lá vem Sabino
Mais Lampião
Chapéu -de- couro
E Fuzil na mão.

Dra. Francisca Perreira Martins Gomes
Pesquisadora, sócia da SBEC; neta do Cangaceiro Sabino.
Livros consultados:
Carcará – Ivan Bichara
Guerreiros do Sol – Frederico Pernambucano de Melo
A Cajazeiras que Vi e onde Vivi (Memórias) Antonio Costa Assis
Historia da Medicina em Cajazeiras – Luiz de Gonzaga Braga Barreto

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Padre Cícero do Juazeiro e Bosco Barreto

Por Francisco Cartaxo (Frassales)

“Amiguinhos” era como padre Cícero tratava os fieis. Bosco Barreto saudava o povo em comícios e passeatas assim: “Meus irmãos! E minhas irmãzinhas, também”. Candidato a prefeito em 1.972, deputado estadual dois anos depois, suplente de senador em 1.978. Até aí pelo MDB. Em 1.982, tentou sem sucesso retornar à Assembléia, já no PDS. De todos os políticos de Cajazeiras, João Bosco Braga Barreto foi o que mais se apropriou de técnicas de comunicação para angariar simpatia e votos entre admiradores do padre Cícero Romão Batista, na esteira de sua enorme popularidade. Ele agia de caso pensado, com pleno conhecimento das formas de manipulação das massas, empregando-as com inteligência. E obtendo compensadores resultados eleitorais.

No auge da ditadura militar, Bosco Barreto requereu a retirada da candidatura de Higino Pires Ferreira (Gineto) a prefeito de Cajazeiras, pela Arena (1.972). Candidatura tida como vitoriosa, antecipadamente, pois fora engendrada pela elite local com o respaldo do governador Ernani Sátyro, no melhor estilo da época. Ele argüiu a inelegibilidade do adversário, sob a alegação de que Gineto não se afastara, em tempo hábil, do cargo de direção na Cooperativa Banco Agrícola de Cajazeiras. A partir daí, Bosco alardeou o compromisso de rasgar em praça pública o diploma de advogado, se perdesse a causa. Diploma, aliás, conquistado havia poucos anos.

No dia em que a Justiça confirmou que Gineto era inelegível, presenciei inesquecível episódio protagonizado por Bosco Barreto. Ele se dirigiu à Praça Padre Cícero para agradecer o presente recebido, quase um milagre concedido a ele, humilde devoto do padim Ciço. Com aquele seu jeito de falar, fez-se forte, corajoso, vencedor. Enfrentou e venceu os poderosos de Cajazeiras, derrubou o candidato do “sistema”. (Sistema era o nome dado ao poder real no regime militar.) Deitou e rolou diante de meia dúzia de ouvintes, entre os quais o autor destas reminiscências.

Naquela noite Bosco agigantou-se. Deu o grande impulso à campanha rumo à prefeitura. E quase derrota o então jovem advogado Antônio Quirino de Moura, que substituiu Gineto na chapa governista. Bosco não venceu nas urnas, mas montou as bases para afirmar-se como o maior líder populista da história de Cajazeiras, na segunda metade do século 20. Para tanto, foi essencial a recorrência à proteção do padre Cícero, consolidada, aliás, com a romaria até o Juazeiro do Norte, que ele inventou e conduziu, em 1.972, para agradecer a vitória, como classificava a votação inusitada em face das condições adversas da época. Romaria a pé, com extraordinária cobertura da mídia regional. A saudação às massas, “Meus irmãos! E minhas irmãzinhas, também”, vez por outra ainda lembrada em conversas sobre nossa história política, era um grito de guerra, de efeito mobilizador de rara eficácia. Por quê? Talvez porque guarde semelhança com o tratamento costumeiro, “amiguinhos”, do padre Cícero. É possível que Bosco Barreto tenha ido buscar naquele coloquial modo do patriarca do Juazeiro dirigir-se às pessoas a inspiração para seu ressoante: “Meus irmãos! E minhas irmãzinhas, também”.

Fonte: Diário do Sertão

sexta-feira, 16 de julho de 2010

AC2B realiza primeiro "Xamegão" dos Cajazeirenses e Cajazeirados em Brasília

AC2B realiza primeiro "Xamegão" dos Cajazeirenses e Cajazeirados em Brasília
Será realizado neste sábado (17), a partir das 12h o primeiro Xamegão em Brasília. Na ocasião será empossada a primeira diretoria eleita da Associação dos Cajazeirenses e Cajazeirados em Brasília (AC2B), eleita no dia 20 de maio de 2010.
 A festa
A festa contará com a animação dos Los Bembens - Grupo musical formados por Cajazeirenses e Cajazeirados radicados em Brasília - representando o melhor do forró de Chico Amaro com a participação do sanfoneiro pé de serra Abílio.
Presenças confirmadas:
O evento também contará com as presenças dos radialista Sales Fernandes, e Olivan Pereira além de Dirceu Galvão do Blog Sete Candeeiros e do Presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, Vereador Marcos Barros (PSDB).
Objetivo da Associação dos Cajazeirenses e Cajazeirados em Brasília (AC2B) é fortalecer os laços de irmandade entre os Cajazeirenses e Cajazeirados, respectivamente filhos e amigos de Cajazeiras, radicados no Distrito Federal e ao mesmo tempo estreitar os vínculos que os mantêm ligados à terra de Pe. Rolim.
AC2B. 
A primeira diretoria com mandato até 21 de abril 2011 ficou assim composta:
Presidente: Ubiratan Pinheiro de Assis
Vice-Presidente: José Eriston Formiga Cartaxo
1º Secretário: Eduardo Pereira de Souza
2º Secretário: Ana Cartaxo Bandeira de Melo
1º Tesoureiro: José Maximiliano Amério de Souza
2º Tesoureiro: Carlos Eduardo Diniz

Diretores:
Diretor de Eventos: Lúcia Maria Rolim Guimarães
Diretor Social: Jeanne Brocos Pires Ferreira
Diretor Cultural: Marlene Henrique Rodriguez
Diretor de Comunicação: Umberto Pinheiro Sousa Filho
Diretor de Esportes: Lavoisier Freire Rolim
Diretor de Relações Públicas: Carlos Alberto Assis Montenegro
Conselho Fiscal - Efetivos:
1- Jean Carlos Ferreira Gomes
2- Marco Túlio Lustosa de Alencar
3- Tereza Semiramis Formiga Santas
Suplentes:
1- Cid Jorge Lustosa de Alencar
2- José Ariosvaldo Pereira de Souza Filho
3- Socorro Moreira
CONVITE
Você é o nosso CONVIDADO ESPECIAL
para o Churrasco – I XAMEGÃO AC2B em Brasília-DF
neste dia 17 de JULHO de 2010 – sábado – a partir das 12:00h, no Condomínio Ville de Montagne, Qd. 20, casa 31, Lago Sul.
Oportunidade em que será empossada a primeira Diretoria AC2B - Associação dos Cajazeirenses e Cajazeirados em Brasília-DF.
Compareça, compartilhe com sua ALEGRIA Cajazeirense! Contamos com a sua presença!
Convite por pessoa – R$ 35,00 (incluindo bebidas – Cervejas – sucos –refrigerantes - água).

Fonte:  
HUMBERTO PINHEIRO Diário do Sertão 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Secretário de Ação Social de Cajazeiras é flagrado usando saia

Jucinério é secretário do governo Léo Abreu e coordenador do movimento GAY, GLS, em Cajazeiras, sendo homossexual assumido.

O secretário de ação social de Cajazeiras, no sertão do Estado, Jucinério Félix, foi flagrado pelo fotógrafo do Paraíba Urgente, bêbado e de saia na casa de um funcionário que trabalha com o mesmo na secretaria.
Após a publicação da foto e da matéria, que nos foram repassadas todas as informações por um grande amigo de Jucinério. Fomos informados que o secretário ficou muito chateado com o fotógrafo e nossos correspondentes na cidade, pois, segundo rumores, o prefeito Léo Abreu já está ciente do caso e não gostou nada da péssima notícia.
Jucinério é secretário do governo Léo Abreu e coordenador do movimento GAY, GLS, em Cajazeiras, sendo homossexual assumido.
A atitude do secretário é no mínimo irresponsável para o cargo que ocupa no executivo municipal, de uma cidade conservadora que "ensinou a Paraíba ler e preservar os bons costumes". Tal ato, para muitos, envergonha os cajazeirenses, não pela opção sexual do ser humano, mas, pelo fato do mesmo fazer parte do corpo administrativo da cidade, na qualidade de Secretário de primeiro escalão da prefeitura.
O Secretário Jucinério vem desenvolvendo um ótimo trabalho à frente da pasta , todavia, a situação mostrada na foto, no minímo compromete a seriedade da administração municipal.
Há rumores que o secretário cogita uma aliança com o vice prefeito de Cajazeiras, Carlos Rafael, para em 2012,  lançar candidatura juntos, uma vez que, o secretário possui muito conhecimento no município e bastante prestígio no meio GLS.
Jucinério é Cajazeirense. De origem simples e humilde, começou desde pequeno, a se envolver em movimentos religiosos e sociais, conquistando uma gama enorme de amigos ao longo dos anos. Como defensor das causas sociais conseguiu status no meio dos Cajazeirenses, a partir da vitória do prefeito de Cajazeiras, Léo Abreu, que devido a sua fama, o nomeiou secretário de ação social de seu governo.
A reportagem do Paraíba Urgente tentou entrar em contato com Jucinério, mas, não obteve êxito. Estamos a disposição para ouvir a versão dos fatos por parte de Jucinério ou alguém de sua assessoria, que poderá entrar em contato com nossa Redação através dos meios informado no rodapé do site.

do paraibaurgente.com.br

domingo, 13 de junho de 2010

Minha terra natal é Cajazeiras! (5)






Rua Sousa Assis

Cemitério velho

Sol e Chuva. E em seguida tomei um belo banho, não deu tempo para me abrigar.
Não é igual a outra, gosto mais desta, esta mais aberta e as nuvens estão diferentes

A Arvore é maior que a casa
Meu Velho Colegio