domingo, 10 de junho de 2012

Dilma e as caveiras de burro

por Francisco Frassales Cartaxo
Parece que enterraram caveiras de burro em obras públicas: rodovias, ferrovias, linhas de metrô, portos, aeroportos, prédios públicos e outras mais neste Brasil que se moderniza aceleradamente. Uma maldição. Pior ainda, elas, as caveiras, invadem o setor privado, responsável também pelo atraso de muitos empreendimentos ligados à produção. Isso não é novidade, dirá o leitor. Mas em meio à crise mundial e à vista de possíveis saídas para o Brasil, nossas caveiras de burro adquirem feição dramática. Por quê? Porque a crise lá fora provoca a queda da demanda de matérias primas e bens intermediários produzidos no Brasil, exigindo a adoção de estratégia dirigida para ampliar o mercado interno de forma estrutural, capaz de compensar, parcialmente, a retração existente no resto do mundo. Em crises anteriores, medidas conjunturais, como a redução do IPI incidente sobre artigos de consumo, (veículos e eletrodomésticos), eram suficientes para ativar a economia. Agora o peso desse estímulo já não produz resultados duradouros, pois a demanda reprimida, antes notória e ampla, em boa parte foi atendida, de tal modo que providências tópicas, como baixar artificialmente o preço de carros servem para esvaziar pátios de fábricas sem, no entanto, gerar novos empregos e renda adicional capaz de impulsionar a economia.
Que fazer? Desenterrar as caveiras de burro. As da Delta Construtora em particular. O início do século 21 viu nascer grandes obras, envolvendo bilhões de reais: metrô de superfície, construção de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hospitais, escolas, barragens para geração de energia elétrica, integração de bacias fluviais, refinarias de petróleo, obras viárias urbanas e um sem número de outros investimentos em todas as regiões brasileiras. Hoje, muitas delas andam em passos de cágado: duplicação da BR 101, transposição do Rio São Francisco, Transnordestina, Refinaria Abreu e Lima, metrô de Fortaleza, Recife, Salvador. Só para citar alguns exemplos de grandes obras aqui no Nordeste. Nas demais regiões, a pisada é a mesma. Verdadeira maldição.
Quando Dilma Rousseff assumiu a presidência da República, criou-se uma expectativa favorável. Ora, no governo Lula, a “mãe do PAC”, a ministra responsável pelo acompanhamento dos principais projetos, desenvolvia suas tarefas com rigoroso controle, o cronograma de execução física e financeira sempre à vista, Dilma a exigir pressa e explicações, a ponto de ser, pejorativamente, chamada de gerentona. Que azar! Passado mais de um ano de seu mandato, o panorama não mudou. Para cada atraso, existem motivos, bem sei. Difícil, porém, aceitar justificativas fajutas, sobretudo porque na maioria dos casos, é questão de vida e morte acelerar os investimentos para ajudar o País a enfrentar com sucesso a crise mundial, cujo término constitui enorme desafio até mesmo para os mais argutos especialistas. Talvez Dilma esteja precisando de alguém com perfil semelhante ao seu, para dividir a ingente tarefa de desenterrar as caveiras de burros espalhadas por toda a parte. Quem sabe, a presidente Dilma encontre já, já sua Dilma.

sábado, 9 de junho de 2012

A juíza e o Bolsa Família

por Francisco Frassales Cartaxo

A juíza Adriana Lins causou enorme celeuma ao falar na câmara municipal de Cajazeiras contra o Bolsa Família. A reação a seu ponto de vista trouxe à baila a indignação da juíza, divulgada em longo texto explicativo. Em meio à profusão de conceitos emitidos de mistura com desabafo pessoal, a juíza de direito, autoidentificada também como “eleitora e cidadã”, revelou uma faceta que, de outra maneira jamais se conheceria. Bendita indignação! Prenúncio de outras manifestações, quem sabe, sintonizadas com o sentimento popular e com sua condição de mulher, juíza, eleitora e cidadã.
A aversão de Adriana Lins ao Bolsa Família identifica-se com os argumentos de muita gente, incluindo aí, camadas da classe dominante beneficiária de favores concedidos pelo poder, desde sempre, ao longo da história do Brasil, da colonização até hoje. Com ou sem escravidão explícita. Ela trata o Programa como emergencial. Engano. Também não é eterno. E só tem 10 anos de existência, uma insignificância em face da centenária fome dos brasileiros mais pobres. Falo assim porque a meritíssima enxerga no Programa Bolsa Família um instrumento de escravização política, indutor da preguiça às pessoas que passam fome e vivem de esmola. Engraçado, ela defende a mesma linha superficial de raciocínio de uma porção de gente bem, fria, calculista. Gente incapaz de indignar-se...
Spans amiúdes divulgados na net
Talvez a indignação da doutora vislumbre no programa de redistribuição social de renda um privilégio, embora a ajuda mensal seja uma merreca suficiente apenas para permitir aos mais pobres comer três vezes ao dia. Um privilégio concedido às famílias situadas abaixo da linha de pobreza delimitada por definições e critérios utilizados pela ONU. De fome, a juíza não entende, graças a Deus e a seu esforço pessoal, conforme sua confissão pública. De privilégios, porém, a juíza sabe. E conhece não por ouvir dizer, mas de ciência própria, como integrante do Poder Judiciário, responsável, entre outras nobres missões, pelo combate à impunidade. Neste campo, este velho cronista cajazeirense, anseia muito ver explodir a indignação da “juíza de direito, eleitora e cidadã” Adriana Lins de Oliveira Bezerra.
 Explico.
   A Lei Orgânica da Magistratura asse-gura a seus mem-bros férias de 60 dias e “aposenta-doria compulsória, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço”, ao magistrado que, por desventura, pratica delito no exercício da função, apurado em segredo de Justiça. Isso quando o espírito de corpo não se rende ao “faz de conta” que pune... Aliás, a aposentadoria com vencimentos proporcionais é a punição disciplinar mais rigorosa aplicada ao juiz malfeitor. Está na Lei Complementar nº 35, de 13 de março de 1979. Lei herdada do regime de exceção, embora em 1979 a ditadura já exibisse sinais de fraqueza. Sem dúvida, dois detestáveis privilégios! Que o digam policiais, educadores, profissionais da saúde, enfim, servidores públicos e, claro, o cidadão comum.
Já houve tentativas de abolir tais privilégios. Todas frustradas. A última está em curso no Supremo Tribunal Federal, por meio da Comissão de alto nível, composta dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Luiz Fux, com a finalidade de formular novo projeto de Lei Orgânica da Magistratura. A Comissão está aberta a sugestões. Bem que a juíza, eleitora e cidadã Adriana Lins poderia canalizar sua indignação, oferecendo contribuição para elidir aqueles privilégios. Privilégios nocivos à democracia, geradores de mal estar e desconfiança na população. 


                                           

RUY CARNEIRO: O SÍMBOLO DA VIRTUDE NA POLÍTICA!



Nas escolas da vida, geralmente as pessoas elegem aqueles que se destacam no modo de agir para com elas, lhes fazendo o bem e sempre levam ao conhecimento de terceiros em forma de elogios, os benefícios recebidos. Por outro lado, deveria haver no currículo do calendário escolar, uma disciplina que fizesse lembrar as gerações do presente e do futuro, os feitos daqueles que foram destaques no cenário político, ético, social e religioso em um Estado da Federação ou do País onde nasceu. Quantas vezes ouvimos falar no nome de pessoas dado a uma rua ou avenida e não sabemos nada a respeito do homenageado, cuja designação está em uma placa naquele logradouro público. Acontecendo o mesmo com nomes que são dados a sala de aula, edifícios, galerias etc. Ruy Carneiro, por exemplo, muitos sabem apenas que ele foi Senador,no entanto não foi somente isso, ele foi um político versado na ética e na arte da política, se vivo estivesse iria completar no dia 20 deste mês de Agosto, 106 Anos. Nos dias de hoje, os sinônimos menores que se possa pensar ou falar de um político são: desonestos, ladrões, corruptos, mensaleiros e muitos outros designativos que coloca a classe política no fundo do poço. Os constantes escândalos que avassalam o Congresso Nacional (alta e baixa), casas Legislativas, o Poder Central e por extensão chegando até os Governos de Estado, Deputados, Prefeitos e edis mirins, são fatos que a Imprensa brasileira vem denunciando dia a dia nessa Nação. È claro que ainda mesmo sendo minoria existem políticos bons, mas o brado deles o efeito é de ouvido de mercador. Em um artigo sob o título “Aos Homens de Bem” que me foi enviado pelo radialista e advogado Ubiratan Lustosa lá do Paraná, em determinado trecho ele diz o seguinte: “Hoje em dia, estudam-se as leis para aprender as chicanas, evita-se assinar para não precisar responder pela assinatura, e a palavra – da qual tanto são pródigos – cada vez se emprega mais e vale menos”, no final ele conclama os homens de bem, para que se mantenham firmes em seus princípios e arremata: “Só com a união e mobilização dos homens sérios, dignos e decentes é que o bem continuará se sobrepondo ao mal”. Durante as comemorações do Centenário de nascimento do Senador Rui Carneiro em 2001, Carneiro Arnaud, ex-prefeito de João Pessoa, declarou duas qualidades fundamentais de seu tio Ruy Carneiro: “Lealdade e seriedade”, enfatizando que Ruy foi sempre leal com os partidos e partidário, nunca dando as costas para os verdadeiros amigos, situação rara na atual conjuntura política brasileira, onde a troca de legendas tornou-se um fato corriqueiro. A Maneira como Ruy Carneiro se envolveu com os humildes, fez com que exercesse sobre eles uma liderança incontestável através de anos em que depois que foi para o Senado da República sempre foi vitorioso e pela virtude das ações de cunho social, ficou conhecido como “Escravo Branco da Paraíba”, pelo fato de sempre acolher os seus conterrâneos, onde quer que eles estivessem. No Rio de Janeiro, na Paraíba ou no Mato Grosso. Certa feita ele foi buscar uma família que estava sendo mantida em regime de trabalho escravo em uma fazenda. Os primeiros estudos do senador Ruy Carneiro foram em Pombal e Catolé do Rocha, o secundário em Patos, Cajazeiras e João Pessoa. Formou-se em direito pela Faculdade de Recife. Foi nomeado por Getúlio Vargas, Interventor da Paraíba e assumiu o Governo no dia 16 de agosto de 1940. Foi fundador do Partido Social Democrático (PSD) em 1946. Com a extinção dos Partidos políticos em 1964 criou o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), atualmente PMDB. Outra marca de Ruy Carneiro na história política brasileira foi a sua permanência na direção partidária, 31 anos de liderança exercendo a presidência do partido até seu falecimento em 1977. Um fato curioso que chama atenção foi quando Ruy Carneiro era interventor na Paraíba. Conclamou os paraibanos de uma forma direta ou indireta participarem da II Guerra Mundial, promovendo campanha para a FEB – Força Expedicionária Brasileira; contribuíam com dinheiro (era a campanha do tostão), agasalhos, cobertores, roupas etc. A Cruzada Nacional, telegrafou ao interventor Ruy Carneiro, agradecendo o “Bônus de Guerra”, enviado pela Paraíba. A primeira vitória dos países aliados foi a libertação de Bayeux, cidade da França. A Paraíba por sugestão dos Diários Associados, para homenagear aos combatentes dos Estados Unidos, mudou o nome de Barreiras para Bayeux. O Governo De Gaulle, enviou uma mensagem ao Dr. Ruy Carneiro: “Quero exprimir a Vossa Excelência e pelo seu intermédio a Grande Nação Brasileira, os sentimentos de gratidão da cidade de Bayuex e da Nação Francesa profundamente tocadas pela fraternal amizade de sua iniciativa”. Chanceler Massigli – Ministro do Interior da França Livre. Os Jornais e a BBC de Londres, anunciaram o fato com grande destaque. O Embaixador da França – Jules François, em telegrama agradeceu: “Os filhos de Bayeux, da gloriosa Paraíba, onde sempre pulsaram os mais vibrantes sentimentos de liberdade, são todos defensores dos princípios inspiradores da cultura e da civilização. Bayeux cidade paraibana, é o símbolo de libertação que permanecerá nas plagas brasileiras como roteiro para os homens de bem”. Ficou na Paraíba, a presença simbólica da França”. Ruy Carneiro, exerceu um governo liberal, democrático, pluralista. Reorganizou a administração, normalizando o pagamento dos funcionários, criou o DSP Departamento do Serviço Público. Inaugurou o Manicômio Judiciário, a Colônia de Mangabeira, Estação Termal de Brejo das Freiras, Centro de Reabilitação para as mulheres delinqüentes e inúmeras outras obras, dentre elas, a construção do Mercado Público de Pombal. Ao transmitir o cargo em 20 de outubro de 1945, ao Dr. Samuel Duarte, oportunidade em que assinou o Projeto da Nova Carta Política do Estado, Ruy Carneiro proclamou aos paraibanos: “Outros poderão ter servido, e muitos outros servirão ainda a nossa terra, com brilho e mais sabedoria do que eu. Nenhum porém, a terá servido ou virá servi-la com maior carinho, maior devotamento e o mais rigoroso sentido de honestidade”. Os cento e seis anos do grande líder popular no dia 20 deste mês que tinha a sua maneira de comandar, é um desafio a classe política dos dias de hoje tão estremecida e abalada com os acontecimentos que mancham o nome dessa classe. Ruy Carneiro, exemplo de civismo; inspirar-se nesse civismo é saber eleger para si e para os outros o bem estar de todos. Para o Deputado Federal e ex-governador da Paraíba, Ronaldo da Cunha Lima, conviver com Ruy Carneiro foi um privilégio que o destino lhe ofereceu, “guardo dele atitudes dignas e corajosas” e que segundo Ronaldo, na política tenta, a todo custo, perseguir os exemplos de Ruy Carneiro. Como se não bastasse tudo isso, foi Ruy Carneiro quando chefe de gabinete do então Ministro da Aviação e Obras Públicas José Américo de Almeida, em 1932, que induziu o médico e compositor Joubert de Carvalho a compor a canção Maringá vindo anos depois servir de inspiração que deu o nome a uma cidade no Paraná. Dele disse o seu sobrinho Desembargador Rafael Carneiro Arnaud: “Ruy era dono de um carisma irrestível e se constituiu num símbolo das virtudes políticas de todos os paraibanos conscientes, que jamais lhe negaram o apoio e a confiança, consagrando-o como seu grande líder e leal condutor dos seus ideais políticos” Em Pombal as homenagens por ocasião do Centenário do Senador, a administração do Grupo Claudino do Armazém Paraíba, pois uma placa no imóvel onde hoje funciona uma de suas lojas, com a seguinte mensagem: “Nesta casa nasceu no dia 20 de agosto de 1901, o grande filho desta terra, o Senador Ruy Carneiro.” Outra homenagem prestada a Ruy Carneiro em Pombal é o Hospital Distrital que leva o seu nome pertencente a rede de Hospitais do Governo do Estado. Ruy Carneiro Entra para a história política brasileira como único parlamentar a ser eleito quatro vezes consecutiva para o Senado, em eleição direta. 1950, 1958, 1966 e 1974. Ficou ainda mais conhecido e lembrado por todos pela célebre frase: “FORTE É O POVO”. CLEMILDO BRUNET *RADIALISTA CONTATO: brunetcomunicador@hotmail.com

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Apresentando Dr. Zélio Furtado da Silva


Dr. Zélio Furtado da Silva, filho de Luís Paulo Silva, comerciante em Cajazeiras durante décadas na Juvêncio Carneiro vizinho à Farmácia de Dr. Aldo.
Famoso advogado com militância na capital pernambucana Dr. Zélio (OAB/PE 5.263) há mais de 38 anos de carreira, tem Especialização com Mestrado e Doutorado em Direito, tem uma vasta área de atuação: Direito Civil, Direito do Consumidor, Direito do Trabalho, Direito Processual Civil, Direito Processual do Trabalho, tem o seu o escritório de advocacia: ZF ADVOCACIA & CONSULTORIA.
Contatos:  (81) 3221 2932 e 9199 0881