DIARIO DO SERTAO POSSE CARLOS RAFAEL
quarta-feira, 18 de maio de 2011
DIARIO DO SERTAO
terça-feira, 17 de maio de 2011
Vituriano confirma que não sabia da renúncia do filho como prefeito
O deputado estadual Vituriano de Abreu (PSC) confirmou nesta terça-feira (17) o que muita gente já dizia em tom de
boato na tarde de ontem: ele foi pego completamente de surpresa pelo seu filho Léo Abreu (PSB), que nesta segunda renunciou ao mandato de prefeito de Cajazeiras.
Segundo o parlamentar, ele estava no dentista quando soube da notícia. “Estava na cadeira do dentista e era um dia como outro qualquer para mim. Até que recebi a notícia da renúncia de meu filho. Não estava sabendo de nada”, garante.
O cajazeirense, no entanto, negou outros boatos que davam conta de sua intenção de retornar à Prefeitura, já que ele próprio já tinha sido prefeito da cidade sertaneja no passado. “Não tenho esta intenção e acho também que a justiça eleitoral não permite isto, acho que no último pleito meu filho foi o eleito. Mas independente de qual motivo, garanto que não serei candidato no ano que vem”.
Vituriano disse ainda que a gestão de Léo Abreu em Cajazeiras teve alguns problemas por causa dos problemas encontrados ao tomar posse. Ele destaca, por exemplo, uma divida de R$ 4 milhões em contas de luz que não teriam sido pagos durante os oito anos de Carlos Antônio (DEM) como prefeito.
Fonte: Folha VIP Cajazeiras
José Aldemir chama renúncia do ex-prefeito Léo Abreu de covardia e traição
O deputado estadual José Aldemir (DEM) criticou, nesta terça-feira (17), a atitude do ex-prefeito de Cajazeiras Léo
Abreu ao renunciar ao mandato. Para o democrata, a renúncia traduz covardia e traição.
“Ele traiu os companheiros e a sociedade. Deveria prestar contas. Lamento profundamente a renúncia de Léo Abreu, acho que ele cometeu um equívoco na sua vida pública. Renúncia traduz covardia e traição”, disse José Aldemir.
Segundo o parlamentar, a decisão de Léo Abreu em renunciar ao mandato contradiz tudo que ele prometeu durante a campanha. “Na campanha Léo passou para a sociedade sentimento de segurança, que ele viria implementar uma ação moderna em Cajazeiras, com um novo estilo, mas isso foi só enganação”, ressaltou o deputado.
Fonte; Folha Vip Cajazeiras
Vituriano revela que Léo Abreu renunciou ao cargo para cumprir acordo político com o vice

"Na campanha passada ele (Léo Abreu) se juntou ao vice-prefeito (Carlos Rafael) para trabalhar pela cidade e depois dividir o mandato meio-a-meio"O deputado estadual, Vituriano de Abreu (PSC), pai do ex-prefeito de Cajazeiras Léo Abreu (PSB), revelou nesta terça-feira (17) que o ex-gestor cajazeirense renunciou ao cargo para cumprir um acordo firmado entre ele e o vice-prefeito Carlos Rafael (PTB). De acordo com o parlamentar, já na campanha eleitoral de 2008 foi feito um pacto para que Léo Abreu governasse os primeiros dois anos e Carlos Rafael os dois últimos.
"Na campanha passada ele (Léo Abreu) se juntou ao vice-prefeito (Carlos Rafael) para trabalhar pela cidade e depois dividir o mandato meio-a-meio. Difícil é você ver alguém cumprir um acordo desses, mas ele se manteve no equilíbrio porque sabe que o estilo de Léo não é de ganância. O que ele gosta é de ser médico", revelou Vituriano.
Com relação aos auxiliares de governo, Vituriano disse que a manutenção dos nomes ficará a critério do novo prefeito. "Vai ficar a critério do atual prefeito manter, ou não, os secretários. Mas, eles já garantiram que vão apoiar do mesmo jeito. Acredito muito no atual prefeito, é um jovem talentoso", concluiu.
Léo Abreu (PSB), renunciou ao mandato nesta segunda-feira (16) alegando foro íntimo. No final da tarde os vereadores da cidade foram convocados em caráter de urgência para comparecerem à Câmara e ao chegar à Casa o presidente Marcos Barros se deparou com uma solicitação de renúncia.
Em sua carta-renúncia o prefeito afirmou apenas que a desistência da vida pública deu-se por questões de foro íntimo. "Entrego, de acordo com o parágrafo 4ª da Lei Orgânica Municipal, o cargo ao vice-prefeito Carlo Rafael", disse na carta.
Postado por AC2B
Léo Abreu não contou nem à esposa; veja bastidores da renúncia que chocou Cajazeiras
Tarde de domingo, dia 15: Léo Abreu chama o vice-prefeito Carlos Rafael, entrega sua carta renúncia da Prefeitura de Cajazeiras e o orienta a procurar cartório para reconhecer firma. Mas faz uma ressalva: só seguirá adiante se ele mantiver absoluto sigilo.
Prefeito Carlos Rafael concede primeira coletiva como Prefeito
Prefeito Carlos Rafael Concede Primeira Coletiva com Prefeito


O prefeito Carlos Rafael de Souza Medeiros (PTB) prestou entrevista na tarde de hoje, terça-feira (17), um dia após ser empossado na Câmara Municipal de Cajazeiras, afirmando na mesma, que não irá mexer a principio do quadro de secretários, mas mudanças haverão de acontecer num segundo plano.
Segundo informações do secretário institucional de comunicação do município – Jarismar Pereira, todos os secretários já colocaram seus cargos à disposição do novo prefeito. Boatos de bastidores dão conta que um acordo para o atual prefeito comandar os últimos dois anos da administração fora feito entre o ex-prefeito. Rafael respondeu, com as seguintes informações: "Eu estive junto com Léo em todos os momentos, estivemos lado a lado nas visitas de casa em casa, e nada mais justo que eu assumisse, porque construí esse governo junto com ele".
Sobre substituir os secretários Rafael ressaltou; "Ainda é cedo para pensar em mudanças, porém os secretários que aqui estão – são de confiança do ex-prefeito Léo, eu fico muito a vontade, mas novos auxiliares haverão de vir".
Alguns secretários reclamam da existência de falta condições para trabalhar; "Vou dar condições a cada um, mas quero retorno, não vou passar a mão na cabeça de ninguém, quero que seja desenvolvido um relatório a cada trinta e senão mostrar serviço rua amigo. Os reservas estão ai para mostrar trabalho".
"Peço a Cajazeiras, a partir de hoje, vou levantar a bandeira vermelha, branca, amarela, todas as bandeiras é preciso que tenhamos consciência de alavancar projetos para desenvolver essa cidade. Quero inclusive que tudo que saia desse município passe por mim primeiro, independente que seja um comprimido, que seja um cheque de valor elevado".
"Conversei com Léo hoje pela manhã, ele me perguntou como estava à cidade; "Léo me passava que eu tivesse discernimento para dar continuidade nos trabalhos iniciados por ele".
Vituariano Abreu
Aproximação com Ricardo Coutinho – De certa forma não havia encarado nenhuma aproximação com o governo, pois estava centrado em Cajazeiras; "Vou pedir pela cidade, independentemente de ser do PTB ou outro partido, vamos ter equipes fazendo projetos na Prefeitura e iremos bater ás portas dos deputados federais em Brasília, vou atrás dos discursos desses homens diuturnamente".
Xamegão 2011
Carlos versos Carlos
O funcionalismo público receberá dentro do dia trabalhado? Perguntou um dos interlocutores; "Vou fazer de tudo para isso acontecer, agora funcionário que gosta de se esquivar vai ter que trabalhar", respondeu.
Abordado o assunto sobre Léo ser covarde; "Discordo desse ato de dizer que Léo foi covarde, ele escolheu o que mais gosta de fazer que seja ser médico. Talvez a cidade de Cajazeiras não tenha a sorte de ter um homem tão honesto feito ele".
Sobre o relacionamento com Adjamilton Pereira, Jeová Vieira Campos e Vituriano de Abreu:
"Estou como prefeito e quero contar com Adjamilton, Jeová e Vituriano, já em relação ao deputado José Aldemir [citado na referida entrevista] preciso que nos dê esse apoio de uma audiência com o governador, pois ele é governo e nada melhor fazer alguma coisa por essa cidade. Vamos tentar levar uma relação institucional com o governador", concluiu.
Relacionamento entre prefeito e vice
Sobre seu relacionamento com o presidente da Câmara Municipal? Rafael esclareceu: "Meu relacionamento com Marcos Barros será mais respeitoso ainda, pois aprendi muito com ele aqui na Câmara e agora é que vou precisar dele mesmo".
Outro interlocutor indagou; "Por ser tão jovem já caiu á ficha prefeito"? Carlos Rafael respondeu: "Não. Ainda não caiu. Administrar uma cidade como Cajazeiras é muito difícil, mas não vou abaixar a cabeça". Ressaltou.
Fonte : Folha vip Cajazeiras – "Veja bem, desde 2004 que conversávamos muito, pedíamos votos juntos ele para prefeito eu para vereador e a população não sabia quem era quem, passado o tempo da campanha continuamos amigos, recebi diversos não, mas continuei minha caminhada". Em dado momento Rafael afirmou que era questão de honra eleger Vituriano deputado. – Perguntado sobre um possível embate com o ex-prefeito Carlos Antonio – Carlos Rafael ironizou: "Caso o MPF o TCE… Caso esses órgão fiscalizadores deixem… Se o Ministério Público Federal deixar enfrentarei com certeza". – O prefeito ressaltou que irá acontecer sim, mesmo com poucos recursos públicos. "Já fizemos contato com alguns empresários de bandas para realização de um projeto rápido a fim de levantar recursos para o Xamegão, obstáculos vamos ter sem dúvidas. Quero anunciar às atrações o quanto antes para adiantarmos as divulgações". – "O (leão) me ligava hoje de manhã e ao invés de me atacar nos parabenizava e afirmou que estava junto conosco na AL.
wwwcajazeirasnoticia.blogspot.com
O vice-prefeito revelou em seu micro blog no twitter que a semana que se inicia hoje seria muito importante
A esposa do ainda prefeito de Cajazeiras, Léo Abreu (PSB), Jaqueline Abreu, revelou em entrevista a Rádio Difusora de Cajazeiras, que o socialista já pensava há algum tempo renunciar ao mandato, por discordar de algumas praticas políticas e andava triste com a atividade de desenvolvia. Enquanto isso, o vice-prefeito, Carlos Rafael, deu pista na noite de ontem que poderia assumir.
O vice-prefeito revelou em seu micro blog notwitter que a semana que se inicia hoje seria muito importante. “Boa noite, me preparando para dormir, já que esta semana q se inicia amanha promete bastante, será uma semana muito IMPORTANTE..”, tuitou.
Na sua carta de renuncia, Léo Abreu, elencou as ações administrativas que desenvolveu em seu mandato, destacando a implantação de dois postos de Saúde de atendimento noturno, serviço de mamografia, melhoria no transporte escolar.
Fonte: WScom
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Carlos Rafael já é o novo prefeito de Cajazeiras
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O novo prefeito presta juramento
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Rei morto, rei posto: o novo prefeito é o jovem Carlos Rafael que já foi empossado no cargo e, segundo informações, o próprio foi o portador da carta-renúncia do ex-prefeito Léo.
Atordoado, fiz várias ligações ao ser informado da bombástica notícia. De tudo escutei. Boatos para todo os gostos e feitios. Desde que o ex-prefeito já vinha intentando a renúncia desde o ano passado, mas sempre a iniciativa era desestimulada pelo pai, o ex-prefeito e atual deputado estadual Vituriano de Abreu. Na esteira da boataria ouvi também que a decisão foi calcada na sua aprovação em concurso da Polícia Rodoviária Federal para o cargo de médico-legista com salário de R$ 25 mil.
Mas uma fonte especial bem definiu a situação. Segundo esta, o ex-prefeito não tem a volúpia do poder, preferiu abdicar do tão desejado cargo, já que não via exeqüibilidade em fazer a administração de seus sonhos. Sem dúvida alguma, um gesto que marcará indelevelmente a história da terra do Padre Rolim, um gesto de um jovem idealista, honesto e averso à ganância do enriquecimento fácil, tão comum nos dias de hoje.
Nada como o tempo para nos possibilitar conhecer toda a extensão da verdade motivadora deste gesto inusitado. De qualquer modo, desejo total e irrestrito sucesso ao novo mandatário municipal nas novas responsabilidades no leme da cidade de Cajazeiras.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Futricando o Orkut alheio
Quando trabalhava em Presidente Dutra-MA. S.Valdir, Pedro do Incra, " ? ", Batista, João Madeiros, Daladier(com a nenen), Régia, Reginaldo e Graça Aranha
Batizado da filha de Judivan Ricarte (Joinha) e Mima. Papai e mamãe foram os padrinhos e Padre Gualberto o celebrante, acompanhado de perto por Albanez
Diener
Diener quando serviu a Pátria.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
DIARIO DO SERTAO HOMICIDIO CZ
sábado, 7 de maio de 2011
IMPRENSADO - Locadora de mulher
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Amnésia histórica (Diário do Sertão)
As reações foram as mais diversas e com variados tons de paixão. Para dar lugar a uma rotatória de trânsito se destruiu um monumento histórico da cidade. Em diferentes entonações os protestos pintaram com as cores da omissão, do descaso, da negligência e do desrespeito o comportamento da administração municipal que, a cada picaretada, agredia a memória da cidade.
Uma memória que sofre agressões cotidianas. Velhos casarões desapareceram sob o peso do progresso e da modernidade. Verdadeiros sítios históricos localizados na Rua Padre Rolim, na Praça Nossa Senhora de Fátima, na Praça Coração de Jesus sucumbiram ante a avassaladora força de reformas e demolições. Paredes desenhadas, sacadas e varandas de ferro, portas e janelas que se debruçavam sob a rua, onde outrora donzelas suspiravam ante a passagem de pretendes reais ou imaginários, deram lugar as estruturas de concreto, vidro, painéis e grandes anúncios de propaganda que escondem o que ainda resta de tradição.
A memória da cidade também desaparece nas traças e esquecimentos das peças do outrora museu da cidade. Relíquias e lembranças do Padre Rolim, de Mãe Aninha e de outras famílias fundadoras da cidade sumiram na destruidora força do tempo e da ausência de uma política pública que conserve a memória como forma de projeção do passado sobre o presente e o futuro. Projeção necessária como possibilidade de construção histórica da identidade e do sentimento de pertencimento a um lugar e a fatos, homens e mulheres nele contextualizados.
A cidade despreza e se esquiva covardemente diante da preservação de seus heróis e de seus feitos. Uma preservação que surge não como necessidade de reedição de suas bravatas, mas como imperativa força capaz de forjar a argamassa que une e dá concretude ao presente. Em velhos casarões, em memórias, em amareladas fotos, em monumentos e bustos, em falas e reminiscências surgem um rico e vasto material para a pesquisa histórica, traçando trajetórias e alinhando possibilidades de como viviam, quais costumes, quais hábitos, que vestuário, quais posições sociais homens e mulheres desempenhavam e ocupavam na trama social.
A destruição do monumento com a singela ressalva da necessidade de disciplinamento do trânsito na cidade revela atrofia administrativa. Urgente se faz pensar que o presente não pode atropelar a memória e o passado sob pena de cobranças futuras. Conciliar esses aspectos manifesta maturidade administrativa e interesse com a memória e a história da cidade. Caminhos que se fazem necessários como possibilidades de também ser reverenciado, a posteriore, como memória.
domingo, 1 de maio de 2011
SANTOS E ESTUDANTE: DUAS FORÇAS DO FUTEBOL DE CAJAZEIRAS EM 60
A cidade de Cajazeiras já teve várias equipes de futebol que participavam do campeonato local, na década de 60, e as que mais se destacavam eram o Santos de seu Sérgio David, o Estudante de seu Zé Gonçalves, o Botafogo de Edson Feitosa e o IBIS de Mimita. Além dessas equipes outras também participaram, como o Cajazeiras, o Centenário, o Duque de Caxias, entre outras.
O Estádio onde se realizava as partidas, era o Estádio Higino Pires Ferreira, que foi fundado em 10 de julho de 1948, com capacidade para cinco mil torcedores e tinha como proprietário o Atlético Cajazeirense. Dentro das dependências do Estádio, além de dois vestiários, tinha uma quadra de Futebol de Salão, hoje FUTSAL. No lado das arquibancadas tinha ainda duas cabines de rádio: uma da Rádio Alto Piranhas, que tinha como narrador Zeilto Trajano e outra da Difusora Rádio Cajazeiras, e Jucier Lima era o seu narrador.
Os comentaristas e repórteres de campo das referidas emissoras, ficavam sentados na parte interna do alambrado, que separava o campo dos torcedores. O comentarista da Rádio Alto Piranhas, Jota Gomes (Badin), ficava neste local, juntamente com os repórteres de campo Chagas Amaro e eu, Pereira Filho. O operador de som da Rádio Alto Piranhas, Jonhson Vilante, bem como o seu auxiliar Zé Gorete, também ficavam sentados neste no mesmo local. Tinha ainda o comentarista esportivo da Alto Piranhas, meu irmão Sales Pereira, que ficava sentado na parte superior dos vestiários.
Minha função era ir até os vestuários antes do início do jogo e pegar a escalação das equipes, e ainda os nomes dos jogadores e técnicos, que ficavam no banco de reservas. Com os nomes nas mãos, Zeilto Trajano, o narrador, passava o som para que eu anunciasse os nomes dos onze jogadores de cada equipe, que iniciaria o jogo. No decorrer da partida, quando era substituído um jogador, Zeilto me passava o som, novamente, e eu anunciava o nome do jogador que estava entrando. Ainda, no decorrer do jogo, eu fazia anotações importantes para que na segunda-feira, no programa Panorama Esportivo – que tinha como locutor meu irmão Erisvaldo Pereira – o comentarista Chagas Amaro usasse essas anotações para seu comentário do dia.
Entre vários clássicos realizados neste estádio, vou citar Santos e Estudante. Duas forças do futebol Cajazeirense, que protagonizavam uma grande paixão dos torcedores que lotavam o Estádio Higino Pires Ferreira, nas tardes de domingo.
Imaginemos o seguinte: tarde de sol quente, as três e meia da tarde, estádio já lotado com suas torcidas agitando suas bandeiras e tocando seus instrumentos de batucada; Elias do picolé com sua carrocinha dentro do estádio já vendendo picolé de côco, de cajá, de tamarindo, entre outros sabores, da Sorveteria de seu Walmô. Elias sempre gostava de fazer gaiatice para chamar a atenção dos fregueses e era parte do espetáculo que fazia a torcida agitar. Tinha ainda as pessoas da família de seu Antônio Rolim, que assistiam o jogo sentados em cima do muro da casa deles, que fazia divisa com o estádio. Neste local tinha uma árvore muito grande que dava sombra para o lado do estádio e para o lado da casa deles.
Do lado de fora muitos garotos não tinham dinheiro para comprar o ingresso e assistir ao jogo. Eles ficavam olhando pelos buracos do portão de saída, subiam nos postes que eram quase colados no muro lateral do estádio e no muro da parte de trás do referido estádio.
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| Santos |
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| Estudante |
O juiz Tim dá início a partida e, no decorrer do jogo, os craques faziam jogadas mirabolantes, chutes em triangulações, chutões pra frente, chapéu no adversário, drible de arrodeio, cruzamentos nos escanteios, batiam as laterais, a falta na entrada da área e de repente, a torcida dá o grito de “gooooooool !” do Estudante, do atacante Galego Diá aos 45 minutos do primeiro tempo. Começa o segundo tempo e as jogadas continuam as mesmas. Bil, do Santos, sai correndo pela lateral do campo com a bola nos pés e seu pai Severino padeiro, colado e puxando o alambrado desesperado grita: “chuta, Bil meu fìi”, e Bil cruzou na área, e Perpétuo de cabeça faz a torcida gritar “goooooool !”, aos 32 minutos do segundo tempo. A partir desse momento é aberto o portão e a meninada que estava do lado de fora entra gritando e pulando de alegria por poder assistir os 13 minutos restantes. Essa era a hora do miserável, porque eles não tinham dinheiro e assim eram chamados pelos torcedores que tinham pago o ingresso. Aos 45 minutos do segundo tempo o juiz Tim apita e aponta para o centro do campo. Final de jogo. Estudante 1 X 1 Santos.
Repórteres das emissoras entram em campo para entrevistar os jogadores e neste momento o que se via no centro do campo é um emaranhado de fios dos microfones dos repórteres e seus operadores de som correndo pra lá e pra cá para desenrolar os fios.
PEREIRA FILHO
Radialista – Rádio Nacioal AM
Brasília – DF
jfilho@ebc.com.br
AS AVENTURAS DE PEDRO MANOELZINHO (OU JOÃO MALAZARTE?)
João de Manoelzinho, homem simples, semi-analfabeto, provido de toda brutalidade, esperteza, valentia, criatividade e até delicadeza que a universidade da vida pode dotar, marcou presença como um Pedro Malazarte da Cajazeiras dos anos sessenta e setenta. Enfrentando a lâmina tênue da vida como um verdadeiro sobrevivente da pobreza, da fome e da violência, fez de sua vida um verdadeiro desafio, uma provocação ao otimismo, um brinde à perseverança, ocupou-se sempre em “empreendimentos” marcantes, nunca sobrou tempo para lamentações.
Nas proximidades da praça Camilo de Holanda, onde seria construída a igreja de São João Bosco, aproveitava a saída dos fieis da missa campal que se celebrava nas tardes de Domingo, num circo mambembe, anunciou a sensacional “mulher que vira peixe”, casa lotada. A jovem artista, que nas horas de trabalho fazia ponto na palha , ao ver tamanho público, não teve coragem de apresentar-se e forçou João de pedir a Zefa dos Peitão um soutien e uma calcinha emprestados para fazer, ele mesmo, a apresentação.
A entrada da figura no picadeiro já provocou uma gargalhada geral, maior ainda quando o baixinho Zé Baleia, o assistente, entrou empurrando um carrinho com os objetos de cena. A platéia estava totalmente entregue à risada quando a “artista”, tirou do carrinho uma frigideira com um peixe dentro e balançou-a com movimentos em que o peixe virava de um lado para outro. A assistência foi à loucura. Homens, mulheres, meninos e até o padre, que saíra da missa direto para o circo, faziam do ambiente a maior balbúrdia, mas a “mulher” estava virando o peixe e foi o prometido. Restou da história a saída de todos, rindo ou reclamando, e a descrença no circo do J. Manoelzinho.
Não havia de ser nada, o circo foi a Jatobá, cidade a 30 quilômetros de Cajazeiras, lá a atração foi o homem que entrava em quatro garrafas. Casa cheia, depois que João, à hora da atração máxima, disse que só um louco acreditaria naquilo e , para cumprir o prometido, colocou um dedo em cada uma das quatro garrafas, a turba destruiu o circo.
Sem circo e sem dinheiro, João foi a Ipaumirim – CE, alugou o cinema local e anunciou o show da noite: o homem que desaparece. Casa cheia e público impaciente, passadas duas ou três horas sem que começasse o espetáculo, alguém da platéia foi à bilheteria informar-se sobre o início da função, soube-se então: o homem desaparecera.
De saco cheio do mundo dos espetáculos, fundou um clube que ficou famoso, pelo episódio de um pai, que perguntando se sua filha moça ali estaria.
-Moça? Aqui não tem, pode até entrar, mas não sai moça.
Voltou-se para o futebol, foi a Juazeiro do Norte - CE e acertou um jogo entre a seleção da cidade e o Botafogo de Cajazeiras, que estava na liderança do campeonato matutão na Paraíba. No acerto, comprometeu-se em levar a filha do prefeito de Cajazeiras para dar o pontapé inicial. Levou seu velho time, o Íbis, como se fora o Botafogo, e uma das meninas da palha para posar de filha do prefeito.
Aos dois minutos do primeiro tempo o “Botafogo” fez um gol, foi só isso. O jogo terminou com o placar de 9x1, para o time da casa. Não deu outra, saiu do estádio debaixo da maior chuva. Copos, garrafas, chupas de laranja, tudo que se podia jogar. Foi preciso proteção policial para a equipe sair do estádio. Ficou barato, João recebera o pagamento antecipado.
Quando Chico Rolim assumiu pela primeira vez a prefeitura da cidade, pressionado pela falta do produto, aumentou o preço da carne e provocou a maior grita na cidade. As difusoras fizeram o maior estardalhaço, a população não falava em outra coisa e a oposição, ainda não refeita da derrota recente, aproveitou a deixa para começar a campanha seguinte. A cidade fervia, tudo o que acontecesse era creditado (ou debitado?) ao aumento da carne.
O prefeito, para diminuir o estrago, negociou com os açougueiros, beneficiários da medida, a doação de toda a carne com osso à população carente. Foi uma festa, era pirão com cachaça por tudo que era lugar.
Junto com alegria da pinga veio a idéia de sair com escola de samba fora de época.
João, apesar de não beber nem fumar, assumiu seu papel de líder da escola. A cidade toda, mal saiu a escola, conheceu o “samba enredo” criado para saudar o aumento da carne. Até o prefeito postou-se num lugar onde não podia ser visto para também conhecer o samba.
O chefe da edilidade ainda hoje se lembra com desconforto do estribilho.
A carne quando assa tem um gosto diferente.
O rico fica alegre e o pobre fica contente.
Oi neguinho! O que é que pobre come?
Pobre só rói os ossos.
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