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sábado, 1 de agosto de 2015

01 UM NOME SEM ROSTO, Do livro Do Miolo do Sertão. A História de Chico Rolim contada a Sebastião Moreira Duarte

“Os dias, de tão bons, são todos iguais. Tudo é igual nos horizontes de nossa infância sem limites, tempo claro com cheiro de curral e melaço de engenho. O sítio Olho d’Água do Melão se esconde como um segredo ao pé da serra. Graças a Deus. Lá em cima é que está a estrada que divide o Ceará da Paraíba. Na estrada passam tropas de burros carreando algodão, oiticica, rapadura. Às vezes os burros se espantam e desgarram com o ronco dos primeiros caminhões. Como podem as pessoas na estrada adivinhar que, nessa grota escondida, Deus deixou um pedaço do seu paraíso para os filhos do Mestre Matias?”

segunda-feira, 20 de julho de 2015

02 O HOMEM DO MELÃO, Do livro Do Miolo do Sertão. A História de Chico Rolim contada a Sebastião Moreira Duarte


"'Morreu o homem do Melão'. A frase, repetida por muito tempo, traduzirá o desamparo com que ficaram, de repente, pelo menos quatro famílias irmãs e mais o círculo ampliado de parentes e amigos. Ao mesmo tempo, será a expressão de saudade e de reconhecimento ao velho Matias, o sertanejo forte que dava a impressão de personificar a cordialidade e a bonomia e que, no entanto, surpreendia, às vezes, por uma coragem incomum.
Corre o mês de março de 1923. O “povo” do Melão está retornando da festa de eleições no Umari, a sede do município. Voltam apavorados, falando baixinho que o bando de Sinhô Pereira, o temível cangaceiro do Pajeú, está atravessando da Paraíba para o Ceará e vai descer até o Melão. Alguns já viram os jagunços amoitados no Canto do Feijão. É um aviso. Sabe-se que eles esperam que as pessoas fujam e deixem casas e propriedades livres para o saque e a pilhagem. Com isso, poupam munição".

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

REDEX - E-mail de José Carlos Costa (São João del Rey MG) SOBRE O TEXTO DO SEBASTIÃO MOREIRA: “MINHAS MEMÓRIAS DE CARPINA"

http://enfrades.blogspot.com/ 


REDEX - E-mail de José Carlos Costa (São João del Rey MG) SOBRE O TEXTO DO SEBASTIÃO MOREIRA: “MINHAS MEMÓRIAS DE CARPINA"
Pena,
 Não encontrando no boletim redex dessa semana os breves comentários que fiz ao  belíssimo texto do Sebastião, estou os reenviando. Aliás, percebo que textos memorialistas não são apenas da minha preferência; quando bem escritos e fiéis a nossa história agradam a muito mais leitores. Não tendo o e-mail do autor, quis fazer-lhe chegar através das páginas do redes minha admiração pela sua fantástica memória - memorialista sem memória não tem como - e seu perfeito domínio da língua portuguesa.
Desculpe a insistência.
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Há muito, e bota muito nisso, não lia páginas tão envolventes, absorventes e tão bem escritas quanto essas contando as memórias do menino de Cajazeiras em seus primeiros anos de aspirantado, centradas na pessoa do Pe. José Rolim Rodrigues, a um tempo verdugo e exemplo de vida salesiana. Nelas há de tudo: poesia, humor, crítica e, se não me engano, imorredoura saudade dos dias de aspirantado e franca admiração pelo seu conterrâneo.
Há muito acalentava a expectativa de ler texto tão sério e lúdico, escrito com leveza e uma ponta de nostalgia.
À medida que ia lendo, anotava expressões que pelo colorido ou pelo inesperado me surpreenderam, tipo “barba sovinando pelo”. “Eu era um menino bom, em concordância com a bondade das coisas, e um contentamento celestial soprava sobre meus ombros.”
Há nesse “raconto”, uma descrição de Jaboatão que é prosa apenas na forma, em tudo mais respira poesia:
“Jaboatão confirmou a fama de ambiente largo, generoso, cheio de sol, de que eu fora informado desde o Oratório do Padre Manuel.  A faixa do horizonte alongando a onda verde dos canaviais, a basílica erigida sobre a pedra, a sacada do adro quase à altura das palmeiras imperiais, a gruta, a escadaria e a ladeira cercada de pitangueiras descendo para o Noviciado (palavra pronunciada com recolhida reverência) à esquerda, o apiário à direita, à frente o galpão de um dormitório desativado, mais adiante o teatro abrindo para o campo de futebol, e, por trás do dormitório, a piscina de águas correntes: tudo transmitia a ideia de liberdade a céu aberto, de alegria franca, que eu tomava como a melhor expressão do espírito salesiano.” 
 O título dá a entender que teremos continuação. Estou aguardando. Ah, meus parabéns e muito obrigado ao Sebastião pelos momentos de boa leitura, reavivando minhas lembranças de aspirantado, em São João del Rey, também nos anos de 1957/59.
De José Carlos Costa de São João del Rey (MG)




REDEX - BOLETIM 582 - Anexo 5 de Odilon Pereira SOBRE O TEXTO DO SEBASTIÃO MOREIRA: “MINHAS MEMÓRIAS DE CARPINA

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REDEX - BOLETIM 582 - Anexo 5
De Rosalvo Pinto
SOBRE O TEXTO DO SEBASTIÃO MOREIRA:
“MINHAS MEMÓRIAS DE CARPINA
Meu querido (epa! vocábulo no mínimo suspeito entre os de Sales) amigo,
Levei um susto danado de gostoso ao dar de cara, hoje, com seu e-mail.
Se me lembro de você? Esquecer quem houvera de? 
Naturalmente não me lembro de todos os nomes (com sobrenomes) do pessoal de sua turma, como lembro do da minha (primeira sérier ginasial, 1951), em ordem alfabética rigorosa.
Fico-lhe agradecido pela lembrança e honrado com a incumbência, apesar de consciente da pouca (ou nenhuma) valia de minha apreciação sobre obra de sua lavra.
Acho que em nossa última conversa telefônica (quase três horas!), mas com certeza em longos papos com o Geová, deixei claros minha admiração, minha satisfação e até mesmo meu orgulho (como se fosse coisa minha própria) pelo que você é; pelo que escreve; pela forma (arte literária) como escreve; pelos sentimentos que cultiva em relação a sua (nossa) infância salesiana; pela capacidade de se emocionar e de emocionar seus leitores; pelo zelo e carinho visíveis no trato com nosso belo, rico e amável idioma.
Olhe, ainda não passei da quinta página (afazeres domésticos me roubaram o prazer da leitura de uma tirada só), mas, obviamente, estou me deliciando com o que vejo (leio), à medida em que avanço. Não preciso chegar ao fim para saber o que dizer a respeito. 
Eu já parto do princípio de que se é o Sebastião quem está escrevendo (ou falando), o sucesso do lazer está garantido. É deleite puro. Digo mais: se precisasse explicar a alguém por que o Sebastião Soares ocupa uma cadeira na Academia Maranhense de Letras, cingir-me-ia (sempre achei esssa construção verbal um tanto pernóstica, mas tem sua utilidade, inclusive a de irritar eventuais inimigos, nossos e da gramática) a convidá-lo a ler essas suas deliciosas "memórias dos outros", começando pelo nosso inclassificável Padre Rolim (Padre José Rolim Rodrigues). Não apenas a correção do vernáculo (produto tão em falta no mercado das letras, nos dias que correm), mas a beleza do estilo, que não fica a dever a nenhum de nossos grandes memorialistas, prende-nos a respiração até o fim da última linha, e nos deixa na boca um gostinho de quero mais.
Você está "intimado" a produzir mais perfis desse tipo e nesse gênero. O talento é inquestionável, e não faltam personagens à espera de quem lhes conte a história, nem leitores ávidos por páginas tão bonitas quanto as que você nos acostumou a saborear. Problema seu, meu amigo!
Precisamos demais conversar pessoalmente. Sobretudo a respeito do Padre Rolim. Mormente agora, que sei de seu parentesco com o homem, a quem admiro e reverencio, menos pelo dom ortório do que por uma pletora de virtudes bem prosaicamente humanas (pouco apreciadas por nossos superiores de então) que um ano de convívio (em Carpina) me ensejou descobrir em nosso personagem destaque.
Acho que não vou precisar dizer mais nada quando atingir o final das 19 páginbas. Explicar tintim-por-tintim os motivos de minha admiração por você e pelo que (e como) escreve é tarefa para críticos literários, o que não sou.
Mas posso lhe garantir que os elogios acima, e os ainda por formular, não são gratuitos, levianos, inconsequentes ou inteiramente baldos de fundamento, com a mera finalidade de agradar a um amigo. Você sabe que eu não faria isso nunca. E diria o mesmo se se tratasse de um inimigo que escrevesse como você escreve.
Falo com absoluta sinceridade. Quando não vejo motivo para encômios e sim para emprego impiedoso da palmatória, às vezes concedo o obséquio do silêncio, que pode ser uma forma muito eloquente de condenação.
Falei demais. O resto fica para o final da leitura. 
Abraços, com muita saudade, torcendo por uma "butecada" mineira, aqui ou aí.
De Odilon Pereira - Brasília DF




REDEX - BOLETIM 582 - Anexo 5 de Rosalvo Pinto SOBRE O TEXTO DO SEBASTIÃO MOREIRA: “MINHAS MEMÓRIAS DE CARPINA


http://enfrades.blogspot.com/ 
REDEX - BOLETIM 582 - Anexo 5
De Rosalvo Pinto
SOBRE O TEXTO DO SEBASTIÃO MOREIRA:
“MINHAS MEMÓRIAS DE CARPINA
Os Mestres: I – Padre José Rolim Rodrigues”
(caso o Sebastião Moreira venha a ler o texto abaixo, saiba ele que o escrevo ao som da “Missa Pontificalis Secunda”)
Prezados redexianos: ando meio sumido, no vórtice de inúmeras atividades, mas, como se diz na minha terrinha (Resende Costa): “eu tô aí, hein Naná!?”... tô aí e com saudades de todos vocês. Mas não deixo de sempre correr o olho nos boletins.
O 581 (REDEX - BOLETIM) trouxe algo que me atraiu, um divertido e elegante texto, numa área que muito me apraz, a perspectiva memorialista da vida, sobretudo da vida de quem passou anos (muitos, no meu caso) no seminário. Quem não o leu - quiçá assustado pelas 19 páginas assinaladas na barra inferior do word – que corra a fazê-lo, pois vale a pena. Eu o li de cabo-a-rabo e de rabo-a-cabo. Não sabia se apreciava mais o conteúdo ou o continente. Na verdade um está atrelado ao outro. O conteúdo foi simplesmente a representação da “minha vida” no seminário, sem tirar nem por nada, apenas a diferença de dois anos (1953 para mim e 1955 para o autor) e a distância de muitos quilômetros. Quanto ao continente, bem, aí está o atrelamento: o continente do autor (seu precioso manejo da linguagem) está associado ao seu conteúdo: foi a partir daquele conteúdo que ele alcançou o seu continente. Linguagem escorreita, burilada, precisa, impecável. Mas o adjetivo “escorreita” me faz associar o Padre Rolim (Padre José Rolim Rodrigues) à memória o Pe. Boscão... não só pelas nuances da linguagem mas, sobretudo pela mudança radical  pela qual ambos passaram. Voltarei a esse assunto mais abaixo.
Tive o prazer de conhecer pessoalmente o Sebastião Moreira. O Mayrink (esposa e filhas), o Zé Áureo Vilhena e eu (Beth) tivemos o prazer e a alegria de participar do encontro dos nossos irmãos da Associação Fraterna Salesiana (AFS), em Jaboatão, em 2007. Lá estava o Sebastião, vindo de São Luiz do Maranhão, onde reside. Além da intensa participação no evento, ele foi o orador do almoço de encerramento e despedida em Carpina. A memória musical da vida salesiana nos fez aproximar um do outro. Nas filas para café e refeições, ele se postava atrás de mim repetindo trechos inteiros da “Missa Pontificalis Secunda” de Lorenzo Perosi - com sua bela voz de barítono - e outras preciosas lembranças. Ele me prometeu, então, uma cópia da gravação em CD da peça, que me lembro ter sido executada em São João del-Rei, ensaiada pelo então clérigo Roberto Iannini, para a festa do Diretor de 1953 e regida pelo Pe. João Bosco Nunes de Oliveira, o Boscão. Retornamos para o encontro em 2009, Mayrink (Teresinha), Zé Áureo e eu (Beth), agora acompanhados do Tiagão (Maria Helena). Lá estava firme o Sebastião. Ao fim do encontro, uma surpresa: ao me entregar a cópia prometida, ele me passou um pacote de mais 11 CDs, contendo cópias da obra completa do famoso compositor sacro, a qual inclui outras missas, uma missa de Réquiem, cantos, cantatas, oratório etc. De passagem por Roma, ele havia adquirido esses CDs e havia feito uma cópia de todos para outro colega que não compareceu ao encontro. Quem lucrou fui eu.
Além dos CDs, no encontro da AFS de 2009 o Sebastião me brindou com um outro presente: um texto memorialístico de sua passagem pelo aspirantado e noviciado, sob o título de “Minhas memórias de Carpina – Os pórticos do colégio”. Tal como o texto divulgado pela REDEX, também este prima pela prodigiosa memória do escritor, pela beleza de sua expressão escrita e pela sutileza e perspicácia de sua narração e de seus comentários. São 21 páginas de pura fruição para quem tenha tido a sorte de passar pelos aspirantados e noviciados salesianos das décadas de 40 a 60. Parece-me que este texto faça parte de um projeto maior, conforme insinua o Luiz Moura em sua mensagem no Boletim 581. Quem sabe o autor não o liberaria para nossa leitura?
Não resisto à tentação de aqui explicitar a suposta semelhança entre os perfis do Pe. Rolim e o do Pe. Boscão. Ambos eram “conselheirões” no mesmo período, um em Recife/Carpina e outro em São João del-Rei. Começo por dizer que nos idos de 1953 a 1955, quando tive o Pe. João Bosco Nunes de Oliveira como conselheiro e professor, ninguém jamais ousaria pensar em “Boscão”, muito menos em dirigir-se a ele com esse apelido. Nem poderíamos jamais imaginar que anos depois o poderíamos fazê-lo com total liberdade. Acho mesmo que naquela época não se cogitava neste apelido, pois tenho uma suspeita de que ele adveio anos depois, quando o nosso outro João Bosco, o de Castro Teixeira, ordenou-se sacerdote (1965). No âmbito da Inspetoria passou-se a diferenciá-los pelo uso do “Boscão” aplicado ao “Nunes de Oliveira”. Sobrenome do qual ele se orgulhava, dizendo que era rebento pertencente ao clã dos Nunes de Oliveira oriundo de portugueses que se estabeleceram na sua paulista Embaú, onde ele veio à luz em 1924. Tragicamente, para nossa tristeza, veio a falecer em acidente automobilístico em Brasília, em 1993.  
Como conselheiro foi durão como o Pe. Rolim. Um terror. As noites das quintas-feiras das terríveis “leituras de nota”, nas quais se consumavam e se configuravam toda a sua braveza, era esperadas por uns, com expectativas e por outros, com verdadeiro horror. Lembro-me por ora de apenas um fato. Quando, de repente, se abria a porta de frente do enorme salão de estudos, todos se punham imediatamente de pé, no mais profundo silêncio e respeito. Ele subiu resoluto os dois degraus de aceso à cátedra do assistente dos menores, propor-sitadamente colocada em alto estrado. Todos se assentaram. Daquele alto ele dominava as três divisões, menores, médios e maiores as quais, àquela época, poderiam conter talvez uns 250 aspirantes. De pé, abriu o temido fichário negro de folhas presas por anéis e deu início ao “juízo final”, sofrimento que se estendia durante todo o ano. A cada nome, levantava-se o réu. Quando ele pronunciou o nome do Murilo Batista do Sacramento, da divisão dos menores, tido e havido com um dos mais “relaxados” da divisão, o silêncio e a expectativa tornaram-se ainda mais tenebrosos. Ao terminar a leitura de uma folha inteira de faltas, veio o veredicto final de “10 com três mal-merecidos”, ao qual se seguiu, despistadamente, um sorrizinho de deboche por parte do condenado. Nunca ninguém ousara tanto. A resposta veio fulminante: arrancando a folha, amassando-a em forma de bolinha e atirando-a na cara do indigitado, que estava logo ali na sua frente, na primeira carteira, soltou a frase que era usada apenas em casos extremos como esse: “e vai rir na cara da sua mãe, saia do salão e vá me esperar no escritório”.
Em 1956, salvo engano, ele deixou a função de conselheiro dos aspirantes e foi levado a uma função  mais importante: subiu para o terceiro andar e tornou-se “catequista” dos clérigos, estudantes de filosofia. E nós, aspirantes, perdemos de certa forma o contacto com ele. Quando minha turma voltou do noviciado, em fins de 1958, ele ainda estava por lá (salvo engano, foi substituído no cargo pelo então Pe. Tiago Adão Lara, no ano seguinte). Não o reconhecíamos mais. Nada que lembrasse o temível conselheiro. Ao contrário e sem exagero, virou uma mãe, em tudo e por tudo. Como professor de língua e literatura portuguesa na FDB (Faculdade Dom Bosco) e maestro de gregoriano. Era nosso comentarista político naqueles tempos de efervescência da política nacional e andava nos recreios rodeado de clérigos ouvindo as notícias e seus comentários. Só não gostávamos muito de suas boa-noites e seus sermões, os quais, segundo o nosso colega sempre crítico e humorista Silvério (Vaz de Melo da Fonseca), se caracterizavam por ter um tempo certo de decolagem, um longo voo de cruzeiro, mas um difícil e demorado processo de pouso, com inúmeras arremetidas inesperadas.
Anos depois o tivemos como coordenador do grupo de teólogos que fomos estudar em Córdoba, na Argentina. Com um detalhe, que sempre o caracterizou: nomeado em janeiro de 1969 para a nova função, levou “apenas” seis meses para fazer o percurso Belo Horizonte/Córdoba, fazendo uma longa peregrinação pelas obras salesianas existentes no eixo norte-sul de sua viagem. Nosso inesquecível e saudoso diretor do Teologado de Villada daquela época, o Pe. Pascual Somma, desde fins de janeiro vinha sempre perguntando a nós brasileiros: “que pasa con el Padre Oliveira? Cuando llega?” O máximo que podíamos responder era dizer: “Padre Somma, no lo sabemos, pero sabemos que viene, no más”. Chegou o meio do ano e, com ele, finalmente chegou o nosso Boscão. Com sua bondade de sempre e conquistando a simpatia de toda a comunidade de Villada, onde fez um belo trabalho, tanto com os teólogos quanto com a juventude de Córdoba.
Agradeço ao amigo Sebastião Moreira Duarte a oportunidade de ler o seu texto, o que me motivou, depois de longo e tenebroso inverno – lembrando novamente o Boscão, que batalhava ano inteiro para deglutir o Lusíadas, com longa parada no caso da “Inês morta” - a voltar a escrever para o nosso Boletim).
De Odilon Pereira - Brasília DF