domingo, 22 de março de 2015
sexta-feira, 13 de março de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
O cajazeirense Bá Freyre de Israel!
terça-feira, 3 de março de 2015
A corrupção no país vem desde o período militar, antes nada se dizia, diz o povo de Cajazeiras (PB)
Para o agricultor José Batista, a presidente Dilma é “mãe da pobreza” e o Governo do PT é excelente.
segunda-feira, 2 de março de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Sobram empregos no Nordeste, a nova locomotiva do Brasil
Leo Caldas/EXAME.com

Natal, RN - Há pouco menos de duas décadas, o plano de carreira de boa parte dos profissionais que se formavam nas universidades do Nordeste envolvia se mudar para outra região.
Entre os anos 40 e 90, as secas, a falta de políticas públicas eficientes para o desenvolvimento local e as notícias recorrentes enviadas por parentes sobre a oferta farta de empregos no Sudeste e no Sul faziam com que milhões de pessoas se deslocassem em direção às fábricas do ABC paulista, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
O resultado foram décadas de perda de capital humano. Em linhas gerais, esse foi o panorama com o qual headhunters e estudiosos do mercado de trabalho se depararam até o começo dos anos 2000, quando a situação econômica do Nordeste começou a mudar, graças
a programas sociais e à ascensão da nova classe média brasileira.
a programas sociais e à ascensão da nova classe média brasileira.
"Nada menos do que 60 milhões de pessoas tornaram-se consumidores em potencial de bens e serviços", diz Francisco Carlos Carvalho de Melo, professor do Departamento de Economia da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), em Mossoró.
"Esse poder de compra atraiu indústrias de todos os tipos para a região, gerando um ciclo de riqueza sem precedentes, inclusive em cidades que estão longe do litoral e fora da área de influência das capitais", diz.
Na prática, a região é a que mais cresce no país. Segundo o Banco Central, de 2012 a 2013, o PIB do Nordeste cresceu 4,3%, ante a média de 2,3% no resto do Brasil. No primeiro trimestre deste ano, o Nordeste também saiu na frente. Enquanto o país avançou 1,05% na comparação com o último trimestre do ano passado, a região cresceu o dobro, 2,05%.
De acordo com o último levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, dentre os 17 estados brasileiros onde houve aumento de emprego em maio, o Piauí foi, disparado, o campeão nacional. Foram criadas 2 231 novas vagas — o equivalente a 0,83% de crescimento, enquanto a média do país foi de 0,18%.
Essa mudança de perspectiva vem impactando o mercado de trabalho e transformando o Nordeste— tradicional exportador de mão de obra — em um grande polo de atração de trabalhadores.
"Muita gente continua vindo de outras regiões, atraída principalmente pela qualidade de vida, e os salários dos executivos já se aproximam dos pagos no Sudeste", afirma Jorge Abrantes, responsável pelo escritório de Recife da Asap, uma das maiores consultorias de recrutamento e seleção de executivos do Brasil.
"A demanda por gerentes, diretores da área comercial e engenheiros, entre outros cargos, está em alta neste momento", diz Marcelo Peixoto, diretor regional da Asap e responsável pelas operações no Norte e no Nordeste.
"Há vagas principalmente em montadoras, refinarias, estaleiros, siderúrgicas, mineradoras, empreiteiras, shopping centers, empresas de cosméticos, agências de propaganda e na crescente indústria de energia eólica", diz Peixoto.
Confira, a seguir, onde estão as melhores oportunidades na região.
Indústria naval
A Bahia foi o endereço escolhido para a instalação da nova unidade de negócios do Estaleiro Enseada do Paraguaçu. A estrutura de 1,6 milhão de metros quadrados está sendo construída no município de Maragogipe, a 42 quilômetros de Salvador, com previsão de conclusão em 2014.
No local, serão desenvolvidos projetos complexos de engenharia naval e o processamento de até 36.000 toneladas de aço por ano. Fruto de um investimento privado de 2,6 bilhões de reais, o complexo vai gerar 3.000 empregos diretos e 10.000 indiretos, estimulando o desenvolvimento de uma ampla cadeia de fornecedores.
O projeto da empresa é privilegiar a mão de obra local para promover um novo ciclo de desenvolvimento no Recôncavo Baiano.
Vagas na Zara brasileira
O grupo têxtil potiguar Guararapes, dono da rede de 178 lojas Riachuelo, se prepara para abrir uma nova fábrica de jeans no Ceará, o que aumentará de 7.000 para 8.000 o número de funcionários em Fortaleza.
A nova unidade faz parte dos planos dos empresários Flávio e Nevaldo Rocha — únicos empresários brasileiros do setor na lista de bilionários da revista Forbes — de duplicar a capacidade de produção da maior empresa do ramo têxtil e de confecções da América Latina até 2017.
Para atingir esse objetivo, também serão contratadas empresas de facção do Rio Grande do Norte, de modo a interiorizar o processo
industrial. Atualmente, apenas 35% das roupas vendidas pelo grupo são produzidas no Brasil. Num fórum empresarial realizado em junho em Natal, Flávio Rocha anunciou que 60 novas lojas serão abertas até a conclusão do plano de expansão, totalizando quase 250
unidades.
industrial. Atualmente, apenas 35% das roupas vendidas pelo grupo são produzidas no Brasil. Num fórum empresarial realizado em junho em Natal, Flávio Rocha anunciou que 60 novas lojas serão abertas até a conclusão do plano de expansão, totalizando quase 250
unidades.
A ideia é reproduzir o modelo de sucesso da espanhola Zara, líder mundial do comércio varejista de roupas. “Nossa ideia é criar uma Galícia brasileira aqui no Rio Grande do Norte e, com isso, fazer com que 80% de nossa produção saia daqui”, destacou o presidente da rede Riachuelo. Os planos ambiciosos da empresa devem gerar oportunidades para gerentes de lojas, gerentes industriais e profissionais de logística.
Mineração e oportunidades
No Rio Grande do Norte, a empresa australiana Crusader assinou um termo de cooperação com o governo do estado no ano passado e está em fase de obtenção de licenças ambientais e de realização de audiências públicas para explorar uma mina de ouro no município de Currais Novos, na divisa com a Paraíba, a partir de 2015.
O investimento estimado entre a fase de construção (com previsão de criação de 2.000 empregos temporários) e exploração (outros 300 postos de trabalho) é de 400 milhões de reais. Geólogos e geofísicos terão boas oportunidades.
Motores aquecidos
Segundo a consultoria Asap, o setor que mais contratou no Nordeste no primeiro semestre de 2013 foi o automotivo. Uma das empresas que puxam essa tendência é a Fiat, que Até 2017, a indústria automotiva vai criar pelo menos 25.000 vagas em estados como Pernambuco e Bahia começou a erguer em 2011 um novo polo na cidade de Goiana, em Pernambuco, a 70 quilômetros de Recife.
Até entrar em funcionamento, no início do ano que vem, a fábrica deve contratar cerca de 4.500 colaboradores entre engenheiros, técnicos de diversas áreas e operários. A capacidade de produção da Fiat em Pernambuco será de 250.000 unidades por ano. A Bahia, outro endereço das vagas geradas pela indústria automotiva, também é destaque regional.
Camaçari vai receber, até o fim deste ano, uma fábrica da chinesa JAC Motors. O investimento de 900 milhões de reais deve criar 3.500 empregos diretos e 10.000 indiretos. Outro gigante chinês que vai se instalar na Bahia é a Foton Motors, a maior fabricante de caminhões do mundo. A fábrica ficará pronta em 2017 e vai gerar 1.000 empregos diretos e 6.000 indiretos.
Engenheiros eletricistas, mecânicos, de produção e de segurança do trabalho devem ser requisitados para preencher as posições geradas pela indústria automotiva.
Crescimento forte como aço
O Ceará foi o endereço escolhido em 2011 para a instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), fruto de uma sociedade entre as sul-coreanas Posco — maior grupo siderúrgico da Coreia do Sul — e Dongkuk Steel, e a brasileira Vale. Quando entrar em funcionamento, em 2015, estima-se o que o complexo produzirá 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano.
Durante a fase de construção, 23.000 empregos diretos e indiretos devem ser criados. Outros 14.000 serão abertos quando a CSP entrar em operação. Engenheiros e técnicos de nível médio em mecânica e metalurgia estão no topo da lista dos profissionais mais requisitados.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Carnaval sem pelos




terça-feira, 27 de janeiro de 2015
LANÇAMENTO AGENDA TELEFÔNICA DE CAJAZEIRAS
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Escola Municipal de Ensino e Instituto Fundamental Augusto Bernardino de Souza
SALA DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO da EMEIEF Augusto Bernardino de Souza, pronta para ser inaugurada no distrito da Serra da Arara em Cajazeiras - PB

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| Créditos: fotos do Facebook de Shirlei Menezes Maciel |
Quem foi Augusto Bernadino de Sousa? Boa parte aonde é hoje o distrito da Arara era a fazenda dele, uma das maiores de Cajazeiras, na região ele era o único a possuir carro que servia para atender todos que precisassem principalmente em caso de doenças, caso que ele levava para Cajazeiras sem nada cobrar.
Na década de 60 ele doou uma faixa de terra para ser construído pelo então prefeito, seu genro Francisco Matias Rolim, para ser erguido um grupo escolar que recebeu o seu nome. Hoje tem um nome mais pomposo " Escola Municipal de Ensino e Instituto Fundamental Augusto Bernardino de Souza" para imortalizar aquele a que todos que o chamavam de Padim Augusto e Madenaninha. Saudade, vozinho!
Na década de 60 ele doou uma faixa de terra para ser construído pelo então prefeito, seu genro Francisco Matias Rolim, para ser erguido um grupo escolar que recebeu o seu nome. Hoje tem um nome mais pomposo " Escola Municipal de Ensino e Instituto Fundamental Augusto Bernardino de Souza" para imortalizar aquele a que todos que o chamavam de Padim Augusto e Madenaninha. Saudade, vozinho!
Fazenda Serra da Arara
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| O açude da frente, este não era usado para qualquer finalidade, servia de abastecimento d'água para os moradores. |
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| A casa grande da fazenda, ainda hoje em pé! |
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| O velho curral com as suas cercas de varas, hoje uma relíquia. |
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| O açude detrás, este se destina ao banho é maior e ainda serve para irrigar o canavial que fornecia a cana-de-açúcar para o antigo engenho, hoje apenas capim para criação de gado. |
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Talvane Sobreira: Odontólogo de Cajazeiras divide sua profissão com a paixão pelas Artes Plásticas.
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Cajazeirenses e Cajazeirados
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Cajazeirense faz sucesso em Fortaleza vendendo cachaça: “Aqui temos todas”
Ricardo é proprietário do bar e restaurante “Boteco do Barão”, um dos mais badalados da capital cearense.
O cajazeirense Ricardo Bandeira, que é filho do médico Júlio Maria Bandeiro de Melo faz o maior sucesso na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará.
Ricardo é proprietário do bar e restaurante “Boteco do Barão”, um dos mais badalados da capital cearense.
O empresário cajazeirense contou que conheceu um amigo por nome de “Barão”, que tem o dom de cozinhar e ele tem o dom de comer, daí surgiu a ideia de abrir um restaurante na capital alencarina. “Juntamos a fome com a vontade de comer”.
O cajazeirense falou da grande variedade de comidas e bebidas oferecidas no seu estabelecimento, que contempla todos os gostos, “da cachaça ao bom vinho, e adiantou que o “Boteco do Barão” foi idealizado para receber amigos”.
Ricardo também destacou que no Boteco do Barão tem várias marcas de cachaças, "temos aqui a cachaça do Presidente Lula, a famosa Canalinha e outras a exemplo da Rainha da Paraíba, Volúpia, Nice Santiago, que é uma das mais caras do Brasil, para se ter ideia a garrafa dela fica por mais de 400 reais e outras”.
Em conversa com a reportagem do portal e TV Diário do Sertão, o empresário Barão disse que o Boteco tem pratos que fazem o maior sucesso a exemplo do caranguejo as quintas-feiras, feijoada aos sábados e os petiscos: cebolas adoçadas, ova, torresmos, bolinha de carne de porco, além da carne de charque e a de sol.
“O Boteco do Barão conta com três ambientes descontraídos e repletos de histórias. Histórias pra você que procura um cantinho para relaxar e viver o que a vida tem de melhor. Paixões, amizades, negócios, happy hours e muitos outros motivos para passar o tempo enquanto toma uma cerveja gelada e curte as coisas boas da vida”, finalizou Barão.
Serviço
Boteco do Barão fica na Avenida Rui Barbosa, 1314, no bairro da Aldeota, Fortaleza, Ceará. Tefone: (85) 3224-4861.
O cajazeirense Ricardo Bandeira, que é filho do médico Júlio Maria Bandeiro de Melo faz o maior sucesso na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará.
Ricardo é proprietário do bar e restaurante “Boteco do Barão”, um dos mais badalados da capital cearense.
O empresário cajazeirense contou que conheceu um amigo por nome de “Barão”, que tem o dom de cozinhar e ele tem o dom de comer, daí surgiu a ideia de abrir um restaurante na capital alencarina. “Juntamos a fome com a vontade de comer”.
O cajazeirense falou da grande variedade de comidas e bebidas oferecidas no seu estabelecimento, que contempla todos os gostos, “da cachaça ao bom vinho, e adiantou que o “Boteco do Barão” foi idealizado para receber amigos”.
Ricardo também destacou que no Boteco do Barão tem várias marcas de cachaças, "temos aqui a cachaça do Presidente Lula, a famosa Canalinha e outras a exemplo da Rainha da Paraíba, Volúpia, Nice Santiago, que é uma das mais caras do Brasil, para se ter ideia a garrafa dela fica por mais de 400 reais e outras”.
Em conversa com a reportagem do portal e TV Diário do Sertão, o empresário Barão disse que o Boteco tem pratos que fazem o maior sucesso a exemplo do caranguejo as quintas-feiras, feijoada aos sábados e os petiscos: cebolas adoçadas, ova, torresmos, bolinha de carne de porco, além da carne de charque e a de sol.
“O Boteco do Barão conta com três ambientes descontraídos e repletos de histórias. Histórias pra você que procura um cantinho para relaxar e viver o que a vida tem de melhor. Paixões, amizades, negócios, happy hours e muitos outros motivos para passar o tempo enquanto toma uma cerveja gelada e curte as coisas boas da vida”, finalizou Barão.
Serviço
Boteco do Barão fica na Avenida Rui Barbosa, 1314, no bairro da Aldeota, Fortaleza, Ceará. Tefone: (85) 3224-4861.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Revista Nordeste: Primeiro longa digital totalmente rodado na PB será lançado neste ano
Na edição deste mês da Revista NORDESTE, que já está nas bancas, o cineasta e diretor de teatro, Eliézer Rolim, fala do seu filme “O Sonho de Inacim – O Aprendiz do Padre Rolim”, que deverá ser lançado este ano. Este é o primeiro longa metragem totalmente rodado no estado
Na edição deste mês da Revista NORDESTE, que já está nas bancas, o
cineasta e diretor de teatro, Eliézer Rolim, fala do seu filme “O Sonho
de Inacim – O Aprendiz do Padre Rolim”, que deverá ser lançado este ano.
Este é o primeiro longa metragem totalmente rodado no estado. “O tema
central do filme é a educação, mas contada de uma forma inusitada. Um
menino na cidade de Cajazeiras começa a ter sonhos com o padre Rolim”.
Explica Eliézer.
Em relação a semelhança entre o nome do padre e o do diretor, Eliézer esclarece: “a família Rolim, em Cajazeiras, é uma só. Todos saíram deste tronco dos Rolins. Não por parte do Padre, que era celibatário, mas por seus irmãos.... Eu sou da quinta geração”, revela.
O filme tem um pé nas reminiscências e, literalmente, num
sonho do jovem diretor. O sonho que deu origem a idéia do filme está
realmente presente
nas últimas cenas. Foram essas cenas que deram o mote para o diretor
escrever o roteiro, “o resto veio da pesquisa sobre a obra do padre”,
conta.
Contudo, ainda há problemas a serem resolvidos até que o filme saia do forno. O primeiro refere-se a uma reclamação corrente no meio cinematográfico: falta de financiamento, o diretor precisa de R$ 150 mil para concluir o trabalho. A verba para divulgação não está incluída nesse montante.
Em relação a semelhança entre o nome do padre e o do diretor, Eliézer esclarece: “a família Rolim, em Cajazeiras, é uma só. Todos saíram deste tronco dos Rolins. Não por parte do Padre, que era celibatário, mas por seus irmãos.... Eu sou da quinta geração”, revela.
Contudo, ainda há problemas a serem resolvidos até que o filme saia do forno. O primeiro refere-se a uma reclamação corrente no meio cinematográfico: falta de financiamento, o diretor precisa de R$ 150 mil para concluir o trabalho. A verba para divulgação não está incluída nesse montante.
da Redação
WSCOM Online
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Na “Terra da Cultura”, artesão reclama falta de incentivo da prefeitura a arte em Cajazeiras
O artesão revelou que não tem outro meio de vida e trabalha apenas com sua arte. "Não tenho outro emprego, preciso de apoio"
O programa “Maria Calado na TV” da TV Diário do Sertão desta quinta-feira (11) fez uma matéria exclusiva com o artesão Marcílio Ferreira. Por Cajazeiras levar o jargão de “Terra da Cultura”, o programa prestou uma homenagem a todos os artesãos da cidade.
Morador do bairro Capoeiras, o artesão usa o espaço da sua própria casa para produzir suas artes. Ele é bastante conhecido por suas peças de artesanato em Cajazeiras.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
A fragilidade e a pequenez eleitoral de Cajazeiras nas eleições para Deputado Federal
Nesta eleição estavam aptos a votarem 25.816 eleitores e foram contados 15.216 votos para deputado federal e destes Chico obteve 8.508, mais da metade, portanto 55,91%, mas não foi eleito e ficou na suplência tendo assumido posteriormente o mandato.
Ainda nesta eleição, houve uma abstenção de 2.220 eleitores (8,6%), 7.557 votaram em branco e 823 anularam o voto e Edme Tavares ficou em segundo lugar com 4.033 votos, seguido de Antonio Mariz com 537 votos.
Os números indicam que o vice-campeão é o ex-deputado Edme Tavares, com 43,90%, nas eleições de 1982. Nesta eleição estavam aptos 28.920 eleitores e foram apurados para deputado federal 15.790 votos e Edme obteve deste total 6.932 votos, portanto 43,90%, seguido de Ernani Satyro com 2.471, Tarcisio Buriti com 2.109 e Joacil de Brito com 1.700 votos.
E outro a subir no pódio das eleições para deputado federal, em Cajazeiras, em terceiro lugar, obtido em 2010, é Jeová Vieira Campos, atualmente volta a concorrer a uma vaga na Assembléia da Paraíba, com 43,62% dos votos, Nestas eleições, de 2010, estavam aptos a votarem 42.691 eleitores, houve uma abstenção de 9.472 eleitores (22,19%), 2.920 votaram em branco e 1.011 anularam o voto e foram contados apenas 28.288 votos para deputado federal.
Nesta eleição Jeová tirou 12.776 votos, que representa 43,62%, seguido de Wellington Roberto com 4.447 votos (15,18%), Efraim Filho com 3.697 votos (12,62%) e de Luis Couto com 1.562 votos (5,33%).
Nestas quatro eleições, 1982, 1986, 1990 e 2010, foram registrados os seguintes índices de abstenção, 34,46%, 8,6%, 24,81% e 22,19%, respectivamente.
Em 1982, estavam aptos 28.920 eleitores, mas só foram contados 15.790 votos para deputado federal; na de 1986 éramos 25.816 votantes e para deputado federal foram válidos 15.216 votos; na de 1990 éramos 29.631 eleitores e para deputado federal foram contados 11.459 votos e na de 2010 éramos 42.691 votantes e para deputado federal somente 28.288 votos foram apurados.
Em 2010, éramos 42.691 eleitores e este ano seremos 44.489, portanto houve um aumento de 1.798 eleitores, o que representa apenas 4,2% e se fizermos esta mesma projeção para os votos que serão apurados apenas para deputado federal, passaremos de 28.288 em 2010, para 29.476 em 2014.
No nosso grupo de “conversas” sobre as eleições deste ano, todos concordam que não ultrapassaremos dos 30 mil votos válidos para deputado federal.
Este número mostra o quanto o nosso município é extremamente frágil em termos de densidade eleitoral quando se trata da eleição para deputado federal.
A Paraíba tem 2.835.882 eleitores aptos a votarem nesta eleição de 2014, portanto o coeficiente eleitoral para deputado federal é de 236.235 votos, diminuindo-se a abstenção e os votos branco-nulos, prevê-se que serão necessários em torno de 170.000 votos para eleger um deputado federal. Cajazeiras representa apenas 1, 569% e é o sétimo colégio eleitoral da Paraíba. João Pessoa é o primeiro com 16,367%, seguido de Campina Grande com 9,291%, Santa Rita com 3,194%, Bayeux 2,489%, Patos 2,369% e Sousa – 1,675%.
Quando voltaremos a eleger um deputado federal filho de Cajazeiras? Infelizmente os números revelam a pequenez de nossa densidade eleitoral no atual sistema, talvez com a mudança para as eleições distritais, um dia vamos ter esta chance.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Não há peixada melhor do que a de Lima Campos!
Inaugurada em 1960, a peixada mais antiga do distrito de Lima Campos já se tornou tradicional para visitantes de todos os rincões nordestinos
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| Chico Rolim com seus passos lentos adentra a peixaria. |
Lima
Campos é distrito do mu- nicípio de Icó, ca-minho obrigatório pa- ra quem segue
via- gem para a cidade de Orós pela rodovia CE-153, estão as tra- dicionais
peixadas do Zeca e do Xixico. Restaurantes simples que oferecem peixes da água
doce. Esses estabelecimentos são referências no Ceará e atraem, ao longo do
ano, milhares de visitantes. Nesta época, em que chega a dobrar o número de
turistas oriundos da região e de outros Estados, a movimentação é par-ticularmente
intensa nos fins de semana.
Saborear a peixada na Vila de Li- ma Campos é uma tra- dição que se mantém desde a década de 1960. O peixe principal é o tucunaré, mas, nos últimos anos, a tilápia vem ocupando espaço. O cardápio inclui peixe frito, cozido, filezinho ao molho, pirão, por- ções de arroz, baião-de-dois e vinagrete. A mesa é farta e o preço é satisfatório. Uma peixada para duas pessoas custa R$ 20,00, mas, se o cliente preferir, pode saborear o rodízio ao preço individual de R$ 15,00.
Atualmente,
as duas peixadas funcionam lado a lado, em frente à praça principal da vila.
São instalações simples, de paredes conjugadas, com pouca ventilação, mas que
oferecem a iguaria de sabor próprio, apreciada pelos clientes.
O
res- taurante mais antigo, que se mantém em a- tividade des- de a década de 1960, é a
Peixada do Zeca, que pertence ao funcionário público a-posentado Jo- sé Gomes
Loi- ola. O Zeca da Peixada, como é conhecido, nasceu em Sobral, mas foi morar em
Lima Campos em 1966. Foi pescador e, em 1976, adquiriu do irmão, Francisco
Valdeberto Loiola, o restaurante.
No
ano passado, fez uma reforma na casa, que ficou mais ampla e com instalações
modificadas. "Sempre acreditei no sucesso da peixada e então dediquei a
minha vida a essa atividade", diz. Hoje, conta com a ajuda de dois filhos
e do trabalho de oito funcionários.
![]() |
| Fagner, nascido em Orós, grande frequentador do lugar |
O
empresário pre- fere não revelar o retorno financeiro da atividade. "Está
bom, mas o lucro é pequeno, porque vendemos uma coisa só e o nosso prato é
barato", explicou. "Acho bom trabalhar, não me canso e estou
satisfeito porque quando o cliente termina de comer diz que a comida estava
gostosa, volta outras vezes e fala para outras pessoas sobre a nossa
peixada". As duas peixadas vendem em média 700 quilos de pescado por
semana neste período do ano.
No
início, o peixe era oriundo do Açude Lima Campos, mas, por conta do aumento da
demanda e da escassez de tucunaré nos reservatórios da região, passou-se a
comprar pescado do Pará.
O
peixe servido em Lima Campos é saboroso e o segredo está no modo de preparar,
em fogão velho, de ferro, a lenha, e por ser frito na hora. Tem o tempero da
culinária rústica sertaneja. Na cozinha dos restaurantes, cada funcionário tem
a sua atividade específica: tratar o peixe, fazer os pedacinhos de filé,
preparar o arroz, o baião-de-dois, cozinhar e fritar o pescado. A divisão de
tarefas facilita a produção e favorece a rapidez no atendimento a dezenas de
clientes. O filezinho foi levado no início da década de 1990, por Zeca, após
observar a técnica de filetagem de tucunaré em Orós. A ideia deu certo.
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Ceará,
Chico Rolim,
Turistando
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Teremos uma seca em 2015?
por José Antonio Albuquerque
Estudiosos dos fenômenos da seca citam que a “primeira seca de que se tem notícia no Nordeste aconteceu entre 1580 e 1583, sendo que o estado mais atingido foi Pernambuco. Naquela ocasião, os engenhos da Província não moeram, as fazendas ficaram sem água e cerca de cinco mil índios desceram o Sertão em busca de comida”.
Citam ainda que: “até hoje, a seca considerada mais arrasadora foi a ocorrida em 1877, que durou três anos e atingiu todos os estados do Nordeste. Durante essa estiagem, calcula-se que morreram 500 mil pessoas, o equivalente à metade da população do semi-árido. Foi nessa época que o problema das secas no Nordeste passou a ser considerado de âmbito nacional. Criou-se uma Comissão Imperial cujos membros, depois de percorrerem a região afetada, sugeriram as seguintes medidas para amenizar a calamidade: construção de três ferrovias e de trinta açudes, instalação de observatórios meteorológicos e abertura de um canal para levar água do Rio São Francisco para o Rio Jaguaribe, no Ceará.
Mas, de todas essas medidas, apenas um açude (o Quixadá, no Ceará) foi construído. As obras desse açude ficaram dois anos paralisadas e só foram concluídas em 1906”. Como sempre neste país o que os políticos prometem nunca cumprem e o Imperador que na época declarou que venderia até a última jóia da coroa para não ver os nordestinos morrerem de fome e de sede jamais vendeu sequer um grama de ouro de seu precioso tesouro.
Mas a “mais prolongada e abrangente seca nordestina até o momento foi a de 1979: duraram cinco anos e atingiu até mesmo regiões nunca afetadas anteriormente, como a Pré-Amazônia Maranhense e grande parte das zonas da Mata e Litoral do Nordeste. Pela primeira vez, a estiagem avançava além do Polígono das Secas. Foi atingida uma área total de 1,4 milhões de km2, quase todo o Nordeste.
O governo federal criou um "programa de emergência" que consistia na liberação de recursos para pagar um salário aos agricultores que passaram a trabalhar na construção de obras na região”. No período, cerca de 2,3 milhões, somente no estado do Ceará, foram integrados às frentes de trabalho nos municípios onde moravam. Um dos pontos mais polêmicos, podendo ser considerado a outra face da moeda: foi o uso da seca como instrumento político e econômico. E a classe política aparece mais uma vez como grande beneficiada com “a tão falada indústria da seca”. A indústria da seca sempre acabava beneficiando políticos e latifundiários, restando ao sertanejo partir em busca de outros estados.
Na cronologia das secas, registra-se que no ano de 1615 aconteceu uma seca de razoável proporção e no biênio 1914/1915 houve uma seca de grande intensidade em toda a região semi-árida nordestina. Em 1915, portanto há 99 anos, chegava a Cajazeiras o primeiro bispo da recém criada Diocese, Dom Moisés Coelho, que enfrentou sua primeira grande batalha: minorar a fome do povo da cidade e conseguiu junto ao governo federal a construção do atual Açude Grande, que recebeu o nome de Epitácio Pessoa e para a obra foram contratados 300 “cassacos”. Estudos preliminares indicam a probabilidade de termos uma seca no próximo ano. Muito embora no município de Cajazeiras este ano tenha chovido acima da media, que foram contínuas, mas de pequenas pluviosidades, permitindo apenas, para os que plantaram terem tido uma boa colheita, mas por outro lado não foi o suficiente para os açudes de nossa região armazenar água que suportasse mais um ano de estiagem.
Quando chegará o dia em que não será mais preciso termos tanta preocupação com o fenômeno da seca, que é inevitável, e passaremos a ter uma estrutura hídrica suficiente para solucionar definitivamente o problema?
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