quarta-feira, 23 de maio de 2012

E quem são os personagens da foto?


Joylce Dominguez: 
Marcos Barreto (falecido), Waldemar Matias Rolim. Ana Celia não é Anacleide Rolim? E eu.kkkkkk Quem são os outros.Seria Maria Vilmar Rolim?


Maria Vilmar Rolim:
 Na verdade, é Anacélia, pelo rostinho bonito acho que é Waldemar, apesar dele ser mais novo do que a turminha ai, acho que é. A dúvida é devido a altura pois nesta idade a diferença de três a quatro anos é sentida no tamanho. tem também Joylce Dominguez e os demais não conheço. Respondendo a Joylce : eu não estou ai nesta foto. 


Claudiomar Matias Rolim:
 Vilmar também acho que é Waldemar Matias Rolim (Nenzinho) esse que está coçando o nariz parece ligeiramente com Domicio Holanda Jr. (Dominicinho), que tu achas Gláucia Holanda?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Adeus, Dona Zefinha!

Dona Zefinha com os netos.
Relato de Chico Rolim sobre Dona Zefinha (f0:
Era viúva de Chiquinho Nogueira, um grande amigo e vem próximo. Ele fazia negócios com o Maranhão, levava açúcar e trazia arroz para a região de Cajazeiras. Esta época era na década de 50, quando o interior do Maranhão estava se formando. Papai tinha lojas no Maranhão (Pedreiras, Bacabal e Coroatá), como o único banco do trecho era o Banco da Amazônia, o único modo era trazer em mãos! Seu Chiquinho como fazia a viagem constantemente e era de confiança é quem trazia o dinheiro as lojas do Maranhão para a matriz em Cajazeiras. Infelizmente morre ainda novo.
Meus pêsames Dona Zefinha!


Boêmia Cajazeirense!


Esta foto como se vê foi tirada em um bar, infelizmente ainda não sabemos qual!
Márcio Dantas postou no Flickr:
Em pé- Sr.Teotônio,Sr. Pedro técnico.
Sentados: o primeiro da esquerda como o primeiro da direta não foram ainda identificados,  agora no meio : Sr.Francinete e o Sr.Galdino Vilante com o copo na mão.
Espero que me ajudem a identifcar os ainda desconhecidos!

Minhas lembranças de Cajazeiras

por Liduina Araujo de Oliveira
Quem não se lembra dos bons tempos do início da adolescência, meia menina, meia moça. As lembranças dos antigos cinemas trazem muitas saudades.

 Recordo quando saía do Colégio Nossa Senhora de Lourdes cantando toda orgulhosa no Coral e quando saía do colégio no início da Praça João Pessoavia logo o cartaz do Cine Éden encostado no primeiro poste da avenida.
Ah, como era bom! Ver a meninada na maioria gritaria e assovios que doíam os ouvidos, levantando e baixando de vez o assento da cadeira para aumentar o barulho, bom demais, jamais vou esquecer estes momentos.
Também tinha o Cine Pax e o Apolo no prédio da Rádio Alto Piranhas. Lá no Pax a meninada começando a namorar ficava nas cadeiras lá atrás para ninguém olhar. Quem chegasse primeiro guardava a cadeira para o outro, assim também no Apolo nas cadeiras do primeiro andar.
Pena que papai não deixava ir muito ao cinema. Outra coisa, eu nunca deixei algum namorado pagar minha entrada, eu achava feio, papai sempre me dava o dinheiro para pagar. 

 Ah, sim quem não se lembra na porta do Cine Éden, várias banquinhas vendendo juquinhas, pipocas, rolete de cana, a gente fazia a festa. Seu Tinino com a sua caroça, também vendendo. Seu Carlos Paulino bem na porta, sério acompanhando o movimento.
São tempos que não esqueco jamais!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

“Quanto riso! Oh! quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão”.

"-- Pois, senhor, é curioso. No meio de uma paixão ardente, tão sincera... Eu ainda estou na minha;"  (Machado de Assis, Histórias sem Data, p. 55.) 
Diz-se com muita propriedade que, com o avanço inexorável dos anos vividos, o homem passa às saudades e às recordações. A saudade passa a dominar o campo, todavia, em meu caso, sem a nostalgia com a sua carga de tristeza e depressão. Lembrar da minha saudosa mamãe, que tantas alegrias me propiciou, não me emurchece, ao contrário, vivifico prazerosamente os tempos passados... tão bons.
Todo este maçante preâmbulo para remeter minha alma e mente para a década de sessenta, Campina Grande, onde eu passava geralmente as férias de julho na casa da Tia Nita que à época morava à Rua Expedicionários do Brasil.
Tinha eu 12 anos, quando conheci a Cynthia Regards, a sua irmã a linda galeguinha Suely e o irmão mais velho alguns anos, o boa-praça Wellington. Moravam logo no começo da Rua Rio Branco, que tem hoje um edifício moderno, o qual, imagino, ocupou o terreno onde era a casa de Bismark; os Regards eram quase vizinhos da Maria do Carmo, Charles e dois irmãos mais novos que me fogem agora à lembrança os seus nomes. Em frente da casa destes, veio morar mais tarde o cajazeirense Domício Holanda, acho que no ano de 1965, que em Cajazeiras morava na minha rua, a Victor Jurema, pai de tantos amigos meus de infância.
Teatro Severino Cabral
Mas voltei a ser maçante. Bom, tudo isto para contar o meu primeiro namoro de porta. Conheci a Cynthia na área livre de um edifício baixo, construído sobre pilotis numa rua paralela abaixo da Rio Branco, na direção do Teatro Severino Cabral. A família era alagoana para onde voltaram posteriormente e nunca os vi ou tive notícia. Era julho. Fiquei apaixonado...
Chegaram as férias do fim do ano, e, como de costume, papai alugou a casa em João Pessoa para passarmos a temporada. Mas coração e mente permanecia em Campina... Cynthia. Quase meu coração sai pela boca quando mamãe comunica que passaríamos o carnaval na casa de Tia Nita, aonde? Em Campina! Ó Deus, atendeste o meu clamor lânguido que dilacerava o meu coração. Praia, sol, futebol nada me fazia atenuar a minha angustiosa vontade de chegar à Campina.

Sede Campinense Clube nos anos 40,
fonte: Blog Retalhos Históricos de Campina Grande
Juntei-me à turma da Rua Rio Branco para irmos à vesperal do Clube Campinense. E fiquei o tempo todo pulando (dançando) com a Cynthia. Era o ano de 1967, ano do lançamento da inesquecível e eterna música Máscara Negra:
Quanto riso! Oh! quanta alegria!
Mais de mil palhaços no salão”.
E meu coração borbulhava de emoções, ebulição total.
Arlequim está chorando
Pelo amor da Colombina
No meio da multidão...”.
E com Cynthia no salão, tímido, sem a necessária coragem de declarar os meus sentimentos. Tinha acabado de completar 13 anos. Mas pulando no salão com os braços no ombro da Cynthia ao som da Máscara Negra:
Vou beijar-te agora,
Não me leve a mal:
Hoje é carnaval”... e tasquei um beijo, claro que na face.
Pronto estávamos namorando. Os Regards eram modernos e o pai dela me franqueou o sofá da casa. Lá ia todo orgulhoso todos os dias às 7 horas em ponto para a casa dos Regards. Chegava um beijinho na testa e sofá. Ficava até às nove e meia em ponto, quando saía e aí tinha direito a outro beijinho.
É interessante lembrar que vigorava o horário de verão, acho que pela primeira vez era implantado no Brasil, que lá em Cajazeiras ninguém obedecia, mas Campina que era mais avançada... Ainda perdurava a claridade do dia, embora escondido, o sol bem próximo do horizonte ainda teimava em não desaparecer.
Foi um amor tão intenso quanto pueril. Tudo passou! Mas o melhor amor do mundo. Hoje Cynthia é apenas uma recordação, nunca mais a vi, parece-me que ela voltou à cidade natal, Maceió.