quinta-feira, 24 de março de 2011

Churrasco na casa do Sr. Assis Mangueira

Sr. Assis com o filho Waldy e nora Corrinha
Na minha temporada de carnaval em Cajazeiras, tive “n” alegrias. Mas muitas mesmo!
O churrasco comandado pelo  irmão do Sr. Assis,  Valderi, que mora em São Luís e veio também curtir o carnaval da terra do Padre Rolim
Uma das que mais gosto é rever e curtir os amigos de longas datas. Hoje particularmente quero registrar o convite que recebi dos Mangueiras, capitaneados pelo Sr. Assis Mangueira. Fui um churrasco só para familiares. Um dos poucos fora da família era eu. Fui com o meio irmão do Sr. Assis, meu primo Antonio Mangueira, aliás, com quem fui para Cajazeiras e foi nosso hospede na casa de papai durante o interregno momesco.
Stéfani curtindo o Bloco das Virgens na Praça João Pessoa
Mangueira veio acompanhado do filho Stefáni que ficou encantado com o carnaval cajazeirense e curtiu até dizer já chega.






Logo que cheguei na casa do Sr. Assis fui recebido efusivamente pelo casa Corrinha/Waldy que se declararão fã incondicional deste blog e que diariamente marca ponto neste espaço.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cajazeiras vai inaugurar a 1ª locadora de mulher da Paraíba! Fim do mundo?


A abertura de uma nova empresa está gerando polêmica em Cajazeiras e dividindo a opinião pública. A empresária “Carla” está abrindo as portas na próxima sexta-feira(25) do Bar Brega e Chick, que tem como produto não só a comercialização de bebidas, mais um produto diferenciado, “ mulher”, através da “Locadora de Mulher”.

A empresária do ramo de prostituição em participação no Jornal da Manhã da Radio Oeste da Paraíba, afirmou que as jovens são todas do Pernambuco e que o negócio não é ilícito. “ Em toda cidade existe casa de prostituição, mais que ficam as escondidas, a nossa é diferente nós aparecemos para dizer que existimos, nossas mulheres são profissionais e tem entre 18 e 25 anos. O cliente liga para os nossos telefone e nós encaminharemos um agente para que ele escolha a garota em nosso cardápio” frisou Carla.

O preço dos programas só serão divulgados na abertura oficial na próxima sexta-feira, ao meio dia.

A população de Cajazeiras promete entrar com uma ação no Ministério Público tentando impedir a abertura da locadora de mulher, que tem seu estabelecimento no centro da cidade, na rua Justino Bezerra, por se tratar de um comercio ilegal e por denegrir a imagem das mulheres.

Da Redação do Paraibaaqui

segunda-feira, 21 de março de 2011

Mistério reforça fé romeira


Em Cachoeira dos Índios, fatos envolvendo uma estátua do Padre Cícero fizeram com que romarias aumentassem



Os romeiros, em sua maioria, são pessoas simples, que têm origem na zona rural ou nas cidades de pequeno e médio porte. Um dos referenciais das raízes destes devotos é o Município de Cachoeira dos Índios, localizado no sertão da Paraíba. Afinal, foi no Colégio Padre Rolim, de Cajazeiras, que um jovem seminarista chamado Cícero Romão Batista, natural do Crato, iniciou os estudos sacerdotais. Na época, Cachoeira dos Índios, que tinha o nome de Catingueira, pertencia a Cajazeiras.
A devoção ao Padre Cícero foi fortalecida, há quatro anos, com um episódio místico, e a notícia se espalhou por todo o sertão nordestino. O então prefeito da pequena cidade de 10 mil habitantes, José de Souza Bandeira, mandou retirar a estátua do Padre Cícero da praça principal da cidade, na época em reforma. A imagem foi guardada, cuidadosamente, na biblioteca municipal.
Um dia, a aposentada Francisca das Chagas, residente na periferia da cidade, procurou o prefeito para fazer-lhe uma grave advertência. A aposentada disse que, durante um sonho, o Padre Cícero apareceu e avisou-lhe que, se a estátua não voltasse imediatamente para a praça, muita gente importante iria morrer na cidade.
Mistério
Como o prefeito não atendeu o pedido, a maldição se confirmou. Na semana seguinte, o vice-prefeito Francisco Leite Rolim morreu, vítima de um acidente de carro com mais duas pessoas. Dias depois, o próprio prefeito também morreu, nas mesmas circunstâncias. A sequência de tragédias só terminou quando a imagem voltou para a praça.
Esta história ainda hoje corre de boca em boca na cidade, ganhou as manchetes dos principais jornais da Paraíba e várias equipes de televisão deram cobertura ao estranho fato. A principal protagonista deste acontecimento, Francisca das Chagas, ainda hoje está traumatizada. Procurada pela reportagem, ela se recusou a falar. Uma vizinha informou que ela ainda hoje toma medicamentos controlados por conta da tragédia.
A suposta maldição acabou por fortalecer a devoção ao Padre Cícero na cidade. Aumentaram as romarias para Juazeiro. O mototaxista Raimundo José da Silva, conhecido por Valdemar, vai três vezes por ano à Juazeiro, com a família. Para atender à demanda de romeiros, o aposentado Casemiro Pereira da Silva transformou-se em agenciador de veículos para transportar os devotos.
A mesma atividade foi assumida pelo comerciante Egídio Alencar, residente ao lado da praça, onde foi instalada a polêmica estátua do Padre Cícero. Egídio diz que vai todo mês à Juazeiro. "Os romeiros fazem questão de visitar o Horto, que é um local lindo", elogia.
O caminho é longo. A fé, no entanto, é maior ainda. Não importa se o transporte é num ônibus confortável ou num caminhão com bancos de madeira, o conhecido pau-de-arara. Espremidos, sem conforto, estes peregrinos viajam quase mil quilômetros para chegar ao seu destino de bênçãos.
NOVA POSTURA
Igreja adota o acolhimento
Juazeiro do Norte. As romarias, que antes eram uma manifestação espontânea dos romeiros, hoje recebem o apoio da Igreja. A Diocese de Campina Grande (PB), por exemplo, está celebrando a chamada "Missa do Envio", que tem como objetivo orientar os devotos. O bispo dom Jaime Vieira Rocha, que é presidente do Regional Nordeste-2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), diz que a recomendação é que estas romarias não se revistam somente de um caráter de um povo sofrido, abandonado, que só tem Deus por ele, mas também de um sentido de evangelização e organização. A missa, segundo dom Jaime, consiste em orientar os romeiros na conquista da cidadania como povo de Deus.
Em Alagoas, a Pastoral é feita diretamente com o romeiro. O arcebispo de Maceió, dom Antônio Fernandes Muniz, explica que a ação é feita em sintonia com a Diocese do Crato, trabalhando com o tema da romaria. Este ano, por exemplo, é a questão ambiental. Para o arcebispo, a romaria é uma manifestação da fé do povo.
Mesmo a romaria sendo uma das principais manifestações do turismo religioso, há bispos que avaliam a questão de outra forma. O bispo da Diocese de Palmares (PE), dom Genival Saraiva de França, considera que o romeiro é movido pela fé no Padre Cícero. Ele vem a Juazeiro como romeiro e não como turista. É uma devoção herdada de sua comunidade e da própria família. O bispo citou o caso de um devoto de sua Diocese que há 50 anos vai a Juazeiro. Dom Genival lembra que a iniciativa é do próprio romeiro. Daí a necessidade de uma pastoral voltada para este povo que tem Padre Cícero como seu padroeiro.
Reconciliação
"Ao aprofundarmos o conhecimento da história e obra do Padre Cícero, a Diocese de Crato está tomando consciência de que, em sua missão pastoral, há de se reconciliar com o testemunho de vida do homem e sacerdote Cícero Romão Batista que, como Jesus e seus discípulos foi, é e será sempre sinal de contradição". O texto é da segunda Carta Pastoral de dom Fernando Panico, bispo do Crato.
Num ato de contrição, dom Fernando acrescentou: "Temos que ser humildes em reconhecer que as lições e iniciativas daqueles que nos precederam, seja como bispos ou presbíteros, não nos devem impedir de vislumbrar o horizonte e assumir as possíveis falhas humanas nas ações de uma Instituição que, em alguns momentos, se ateve de uma maneira ferrenha a uma tradição eclesiástica mais do que eclesial".
O passo ousado para a reconciliação, como Igreja, com os romeiros e com o Padre Cícero, segundo do dom Fernando, deve ser compreendido como parte do mesmo processo de reconciliação iniciado por João XXIII através do Concílio Vaticano II, ao abrir as janelas da Igreja Católica para entrar o vento do Espírito Santo.
Dom Fernando lembra que, mais do que nunca, é necessário reconhecer as romarias como uma profunda experiência de Deus e legítimo ato de fé. E a Diocese deve assumir um compromisso pastoral, expressão do acolhimento do Bom Pastor e da ternura maternal da Igreja para com os romeiros e romeiras. Os devotos fazem a sua peregrinação sem luxo nem ostentação e seu chapéu de palha é o sinal comum de sua resistência e despojamento, a exemplo do Padre Cícero.
Ressignificação
A postura da Igreja Católica em acolher e reconhecer a manifestação das romarias é relativamente recente. A origem das romarias a Juazeiro se baseia principalmente na suposta transformação da hóstia em sangue na boca da beata Maria de Araújo, que não foi reconhecido como milagre. Foi preciso que Padre Cícero justificasse o movimento em torno da devoção à Mãe das Dores, pois havia o temor, por parte da Diocese, de que Juazeiro se tornasse mais um reduto de fanatismo no Nordeste.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Um pouco de história ou Viva o Dr. Waldemar!



Por Sabino Rolim Guimarães Filho

O ano era 1995. Conversávamos. Dr. Sabino Guimarães, meu saudoso pai, Frassales, meu tio, escritor regular desta gazeta, e eu. O tema era quem ficaria para sempre na memória de Cajazeiras, nomes que seriam lembrados em ocasiões especiais, como costuma acontecer nas gincanas estudantis, em que grupos de alunos têm como tarefa conseguir algum objeto que faça referência a uma figura histórica da cidade.

Na opinião de meu pai, até aquela época, e acredito que ainda hoje, apenas três nomes se fundiriam ao futuro de Cajazeiras para sempre: o Padre Rolim, indiscutivelmente o grande nome da nossa historia, o poeta Cristiano Cartaxo e o médico Otacílio Jurema. Os dois primeiros, educadores. O ultimo como o político local de maior projeção. Meu pai, inclusive, observou que, para a posteridade, a riqueza material em vida não importava, e citava como exemplo o quase completo esquecimento pela maioria da população das figuras do Comandante Vital e do Coronel Sabino.

Costuma-se dizer que o brasileiro é um povo sem memória. Exageros à parte a afirmação procede. Ao contrario do Europeu, que tudo preserva e faz disso importante fonte de renda, nós não costumamos nem aprender com o passado quanto mais reverenciá-lo. Pode-se até alegar que fomos colonizados por uma nobreza não tão nobre assim, e que falta à nossa historia episódios dos quais pudéssemos nos orgulhar. Se isto é verdade, também é verdade que podemos construir um bom presente, que será no futuro, um passado a ser admirado. Assim podemos parar de colocar a culpa de todas as nossas mazelas nos queridos patrícios lusitanos.

Quando criança, meu avô Cristiano costumava contar um episodio da nossa historia, que culminou com a derrubada da casa de Mãe Aninha, para a construção do Cajazeiras Tênis Clube. Matou-se o berço da cidade para a elite tomar cerveja e jogar baralho, gritava indignado o meu avô, que foi voz isolada em assembléia convocada exclusivamente para decidir o futuro da casa da nossa matriarca. Quando adolescente vi o esforço vão de Dona Ica para salvar a sede da antiga prefeitura de Cajazeiras, substituída por um prédio de arquitetura no mínimo duvidosa. Um pouco mais adiante, vi derrubarem as duas cajazeiras que sobraram da casa de Mãe Aninha para dar lugar a um bar. Mataram o lugar onde em criança tive sombra, e que tanto namorei quando cresci, para colocar duas geladeiras e uma latada de zinco.

Por que toda essa conversa? Esta semana, mais precisamente dia 9 de Fevereiro, se vivo fosse, nosso estimado Dr. Waldemar Pires Ferreira completaria cem anos. Se a sua lembrança ainda esta acesa em muitos que foram tocados por essa genial figura, temo pelo que possa acontecer no futuro. Em vida foi um dos maiores seres humanos que conheci. Colocou seus conhecimentos médicos a serviço de sua comunidade, sem se preocupar com retornos financeiros ou políticos. Em uma época que não havia laboratórios ou raios-x, o Dr. Waldemar, trabalhando no anonimato na maioria das vezes, investia do próprio bolso para disponibilizar estas tecnologias no alto sertão. Não sou biógrafo, e não me atrevo a citar cursos realizados, prêmios obtidos ou cargos ocupados. Gostaria apenas que a nossa historia desse um melhor destino a memória do velho Waldemar, exemplo de humanismo que o fez, mesmo sem freqüentar igrejas, um verdadeiro cristão.

Sabino Rolim Guimarães Filho é médico oftalmologista residente em Campina Grande.

Blog: Coisas de Cajazeiras.


quarta-feira, 16 de março de 2011

DOM JOSÉ: Emoção em coletiva de imprensa

O Bispo Diocesano de Cajazeiras, PB, Dom José Gonzáles Alonso, prestou, na manhã desta terça-feira (15), entrevista coletiva à imprensa da região, oportunidade em que lançou oficialmente a Campanha da Fraternidade de 2011. A coletiva aconteceu em um dos salões do Centro de Promoção Humana e Social, no centro de Cajazeiras.


Segundo Dom José, essa é a 47ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada em 1964. “A conscientização sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas está entre os principais objetivos da Campanha. A busca de ações que preservem a vida no planeta é outra meta da Campanha", disse o bispo.


Durante a coletiva Dom José também falou sobre as ameaças que padres e leigos da diocese e o próprio Bispo vêm sofrendo. Um dos momentos mais marcantes foi quando Dom José se emocionou e chorou, levando às lágrimas todos os presentes: “Minha vida está nas mãos de Deus e oferecida à Diocese de Cajazeiras”, disse.


O bispo disse que a Diocese está tomando todas as medidas judiciais para esclarecer os fatos. Ele ainda revelou que não quer segurança particular.


Participaram do encontro vários padres da Diocese, a exemplo de Agripino Ferreira, José Miguel, Janilson Rolim, Francisco Neto, Dácio José, Milton Alexandre, Antônio Luíz, Jucier Braga, Ernaldo José, Aldeones Pereira além de outras autoridades religiosas. Também o prefeito de Cajazeiras Léu Abreu, o vereador Moacir Menezes, o Dr. Gilson de Jesus (delegado regional da Políca Civil) e sua Equipe, alunos e professores do colégio Nossa Senhora de Lourdes, o povo em geral, além de dezenas de jornalistas e radialistas das emissoras de rádio, sites e TV.


Ao final o Bispo leu uma nota de esclarecimento da Diocese de Cajazeiras sobre as ameaças sofridas pelos religiosos e fez os esclarecimentos necessários.


Após morte de idoso, agência bancária é interditada na Paraíba por demora em fila

Aliny Gama e Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió            


  Uma ação do Procon da Paraíba, em parceria com MP (Ministério Público) Estadual, interditou nesta terça-feira (15) uma agência do Banco do Brasil no município de Cajazeiras (a 460 km de João Pessoa). O motivo foi a reincidente demora no atendimento aos clientes.
O prazo da interdição é de 48 horas e foi estipulado para que a gerência apresente providências que devem ser adotadas para evitar as longas filas.
A agência interditada nesta terça é a mesma onde, no último dia 2, um idoso de 65 anos morreu de ataque cardíaco após esperar por mais de uma hora por atendimento. O caso teve grande repercussão na cidade, e o Conselho do Idoso do município realizou um protesto em frente ao banco, dias após o incidente, protestando contra a demora no atendimento.
Segundo o Procon, a agência deve permanecer fechada até esta quarta-feira (16), mas só deverá ser liberada após apresentação de um relatório que aponte solução para o problema de espera dos clientes nas filas.
Conforme lei municipal, o tempo máximo de espera em agências é de 20 minutos, com tolerância de 30 minutos para as vésperas de feriado e dias de pagamento dos servidores públicos.
Em nota, a secretária-executiva do Procon, Klébia Ludgério, afirma que a agência de Cajazeiras é alvo de fiscalizações desde 2007 e chegou a ser autuada e multadas algumas vezes por conta das longas filas. “Apesar das multas, [a agência] não estava se adequando às normas, fazendo com que a interdição fosse necessária. Conversamos com alguns clientes que nos revelaram que chegavam a esperar até três horas na fila”, disse.
Ainda segundo o Procon, o trabalho de fiscalização ao cumprimento de leis que regulam o tempo em filas vem sendo intensificado. Segundo Ludgério, desde fevereiro nove agências de João Pessoa já foram autuadas. De acordo com o órgão, as multas aplicadas variam de R$ 200 a 3 milhões de Ufirs (Unidade Fiscal de Referência).
No interior, uma força-tarefa, com apoio do MP, foi montada para fiscalizar o tempo de clientes em filas. Além de Cajazeiras, onde teve início a ação, outros quatro municípios devem ser visitados ainda esta semana. O nome das cidades e datas não serão divulgados. “Em algumas cidades do interior, a situação de desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor é alarmante”, disse a secretária.
De acordo com a assessoria de comunicação da superintendência do Banco Brasil na Paraíba, uma nota oficial sobre o caso está sendo analisada pela direção geral em Brasília e deve ser divulgada à imprensa ainda hoje.

Após morte de idoso na fila, agência do BB da Paraíba é interditada por descumprir tempo de espera

JOÃO PESSOA - Após dois anos desrespeitando a lei municipal 1.233/99, que regulamenta o tempo de atendimento nas filas bancárias, a agência do Banco do Brasil de Cajazeiras, na Paraíba, teve suas portas fechadas pelo Procon Estadual, nesta terça-feira . A interdição vai durar 48 horas e a instituição só poderá ser reaberta mediante a apresentação de um relatório que aponte soluções para o problema. Na semana passada, um idoso ficou mais de uma hora na fila e acabou morrendo após sofrer um infarto.
De acordo com a secretária executiva do órgão, Klébia Ludgério, o Procon-PB já havia notificado e até multado várias vezes o banco, por causa do longo tempo que os clientes esperavam nas filas.
- Com a morte de um idoso, na semana passada, na fila do banco a população queria justiça - disse.
O tempo de espera regulamentado pela lei municipal é de 20 minutos em dias normais e de 30 minutos em dias de pagamento e feriado. Mas, de acordo com o Procon-PB, os clientes esperavam uma hora em dias sem grande movimento na agência, e até duas horas em dias de pagamento.
Segundo Klébia Ludgério, caso o banco não apresente um relatório com as soluções para o problema nas filas, o tempo de interdição será prolongado e o órgão poderá aplicar multa de até R$ 3 milhões.
A coordenadora disse ainda que as ações devem se estender para outras agências bancárias de João Pessoa.
 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ameaças de morte assustam bispo e seis padres em Cajazeiras



Ameaças de morte assustam bispo e seis padres em Cajazeiras
Constantes ameaças de morte, feitas através de mensagens por celular e e-mails, estão assustando o Bispo Dom José Gonzáles Alonso e seis padres de Cajazeiras. O caso foi amplamente divulgado na imprensa da cidade e vem repercutindo na mídia paraibana, pois as ameaças ocorrem há cerca de um ano, porém, nos últimos dias se agravaram e isso levou os sacerdotes a trazerem o caso a público.

Os autores das ameaças afirmaram que vão matar os religiosos e em seguida se suicidar. O Ministério Público determinou a apuração do caso. As mensagens, além de ameaçadoras, denigrem a imagem dos padres com denúncias de pedofilia e prostituição; outras, no entanto, prometem divulgar assuntos “secretos”, caso não recebam dinheiro em troca do silêncio.

As ameaças são originadas de celulares com prefixos do Distrito Federal e da Paraíba. Entre os inúmeros torpedos, um trouxe uma mensagem ameaçadora: “vou matar um dos padres da Diocese de Cajazeiras e depois me suicidar!”.

As ameaças são extensivas também ao Bispo Dom José González Alonso, conforme informações do assessor de comunicação da Diocese, padre Janilson Rolim.

O assessor da Diocese revelou na última quinta-feira (10) que não está na lista dos religiosos que estão recebendo as ameaças e informou que o caso foi levado ao conhecimento do MP, para providências necessárias.

“Os IP´s dos e-mails já foram já foram levantados, além de uma série de elementos elencados”, frisou o religioso

Janilson Rolim disse também que a Diocese está programando para a próxima semana uma entrevista coletiva com a imprensa, para falar sobre as ameaças dos sacerdotes.

MP

O coordenador do Órgão, o promotor Alexandre Irineu disse que as denúncias de ameaças que chegam ao MP, imediatamente se formaliza um processo e são encaminhadas para a Delegacia de Polícia para apuração dos fatos.

Polícia

O Comandante do 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Cajazeiras, Major José Ronildo disse que essa não é a primeira vez que os padres da cidade sofrem ameaças de morte. “Há alguns anos tivemos que dar assistência aos religiosos adotando medidas de orientação de segurança. Fizemos um roteiro de defesa pessoal de todos eles, bem como intensificamos as rondas policiais”, frisou Ronildo.

Histórico de morte

A comunidade católica de Cajazeiras teme pela vida dos sacerdotes, já que tem se tornado comum nos últimos anos a morte de religiosos por motivos fúteis. Ressalta-se que há mais de três décadas, a polícia ainda não desvendou o grande mistério existente em torno da explosão do Cine Apolo XI, na cidade.

O fato aconteceu em 02 de julho de 1975, deixando duas vítimas fatais. O artefato de fabricação caseira foi colocado na cadeira em que o Bispo Dom Zacarias Rolim de Moura (já falecido) frequentemente sentava.

A Polícia Federal e o Exército colheram depoimentos para tentar chegar aos autores da explosão, mais até hoje, 36 anos após, nenhum autor do atentado foi encontrado.

Na época, acusaram o então deputado esquerdista Bosco Barreto de ser o autor do atentado que matou o soldado Altino Soares (Didi) e o porteiro do cine Apolo XI Manuel Severiano, mas nada ficou confirmado, o que levou o populista cogitar a reabertura das investigações.

A história da terra que ensinou a Paraíba a ler, guardará para sempre o triste episódio, que poderia ter provocado uma tragédia ainda maior, com repercussão internacional, e até hoje o atentado permanece sem a punição dos culpados.

Efervescência

Na época do atentado, Cajazeiras vivia um momento de efervescência com movimentos culturais. O Programa Discoteca Dinamite, nas noites de Cajazeiras, comandado por Zenilton Trajano e Ica Pires na Rádio Alto Piranhas era uma polêmica só, as atuações de sacerdotes com pensamentos progressistas, inclusive estrangeiros não era compreendida por algumas pessoas.


Redação com Diário do Sertão

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Primeira Comunhão de D. Moisés Coelho

O nosso primeiro bispo, o cajazeirense D. Móises Coelho, recebeu a primeira comunhão das mãos do Padre Inácio de Sousa Rolim, fundador da cidade de Cajazeiras.
Foi o Padre Rolim o responsável pela inclinação de D. Moisés para o ministério sacerdotal, talvez uma premonição da criação da futura dioceses de Cajazeiras, a segunda da Paraíba e uma das primeiras do interior do Nordeste, já que em 1914, no dia 6 de fevereiro, São Pio X cria a nossa diocese e neste mesmo ano, no dia 6 de novembro, o Papa Bento XV, nomeia o 1º bispo de Cajazeiras, Dom Moisés Coelho, que toma posse no dia 29 de junho de 1915, na Matriz Catedral, a antiga capela de Mãe Aninha, que já havia passado por uma grande reforma no ano de 1888 e outra em 1915, quando foi instalada a diocese. Premonição ou não, não há um cristão que duvide de que a honrosa escolha se deveu ao prestígio do Padre Rolim.
Da obra “Perfil Biográfico de Dom Moisés Coelho” do Prof. Cônego Major PM Eurivaldo Caldas Tavares - 1977


Domingo: Açude aumenta sangria em CZ; cai árvore no centro da cidade.


As fortes chuvas que caíram no município de Cajazeiras neste final de semana aumentou ainda mais a sangria do Açude Grande no centro da cidade. 




Segundo alguns observadores, o manancial que é de responsabilidade do DNOCS, já está com lamina de quase15 centímetros.
Na manhã deste domingo (27), muitos moradores se dirigiram ao local para contemplar a beleza natural do principal e histórico reservatório de água da terra do Padre Rolim.
Em meio à cobertura do Diário do Sertão, a reportagem fotografou várias crianças tomando banhos na sangria do açude, muitos que ali estavam ficaram preocupados, pois o manancial não oferece condições para o banho. (Vários esgotos de Cajazeiras deságuam no açude).
Também neste domingo, uma arvore caiu no centro da cidade, nas proximidades da antiga rodoviária. Segundo informações de moradores, parte da arvore veio abaixo devido à forte chuva que caiu na madrugada deste sábado para o domingo.
“Graças a Deus não aconteceu nada, pois não tinha ninguém na região e a arvore caiu na parte da rua. Se tivesse caído em cima de algum comércio seria um prejuízo grande”. Disse Maurício Pereira, morador das proximidades da fatalidade.

DIÁRIO DO SERTÃO

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