sábado, 29 de janeiro de 2011

Fiéis de despedem se Padre João Andriola

Corpo do Padre João é velado na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, presidiu a celebração eucarística de corpo presente do Padre João Andriola, que morreu na tarde de ontem vítima de um infarto fulminante em frente ao posto do Programa Saúde da Família (PSF) no bairro do Altiplano, onde residia e era responsável pela Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Logo após a missa que começou às 10h, o corpo do padre será conduzido para o cemitério Parque das Acácias, onde acontece o sepultamento.
Dom Aldo iniciou a celebração agradecendo aos presentes pela presença na despedida do Padre João e destacou a vida dedicada ao sacerdócio de Andriola. A igreja estava lotada de fiéis de todos os cantos do estado. A celebração contou ainda com a participação de vários padres paraiabanos.
O Sacerdote João Andriola
Nascido em Cajazeiras, terra do padre Rolim, a 23 de novembro de 1934, João Cartaxo Andriola, tinha76 anos, e era filho de Fancisco Ferreira Andriola e Ana Otília Cartaxo Andriola.
Fez o Curso primário, no Grupo Escolar Monsenhor Milanez, em Cajazerias; os cursos Ginasial e Colegial no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, em João Pessoa. Também fez os cursos de Filosofia e Teologia no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, à época em que foram reitores Dom Manuel Pereira da Costa e Dom Luís Gonzaga Fernandes.
Padre João, como ele era mais conhecido, ordenou-se sacerdote em 12 de janeiro de 1964, por Dom Zacarias Rolim de Moura, na Catedral Nossa Senhora da Piedade, em Cajazeiras, tendo completado este ano 47 anos de sacerdócio. Foi designado vigário da cidade de Santa Cruz, na Paraíba. Ali, onde fundou o ginásio Comercial Paulo VI, primeiro e único do município, de cujo educandário foi o primeiro diretor.
Mais tarde, desenvolveu gestões, com sucesso, para aquisição de prédio próprio do aludido estabelecimento de ensino. Naquela cidade, fundou, também, um ambulatório e uma maternidade, ainda em pleno funcionamento; idealizou e fundou, ali, o Centro Paroquial.
Depois foi, interinamente, vigário da cidade de Jericó, no período de 1968/69, em substituição ao sacerdote espanhol, Padre Jerônimo, que teve de viajar a sua terra natal. Naquela cidade, deu continuidade à construção do Ginásio Comercial Nossa Senhora dos Remédios.
No período de 1969/72, foi vigário na cidade de Ibiara, Sertão paraibano. Ali fundou o Ginásio Comercial Pe. Manoel Otaviano, do qual, também foi o primeiro diretor. Fundou a Maternidade e o Ambulatório São Vicente de Paula, transformado em Hospital; fundou o Centro Educativo Professora Edvierges Arruda, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Sociedade São Vicente de Paula, entidade que tem por objetivo ajudar a pessoas carentes; fundou, ainda, a Biblioteca Municipal, além do Clube de Jovens de Ibiara.
Ao ensejo da seca de 1970, prestou assistência aos flagelados desse e de outro municípios vizinhos, conseguindo frente de trabalho, através da Sudene; roupas e alimentos através da Cáritas Diocesana.
Posteriormente, na cidade de Santana de Mangueira, construiu uma gruta, em homenagem a Nossa Senhora, cujo projeto arquitetônico foi uma miniatura da Catedral de Brasília. Com a ajuda do município, logo começou a construir casas residenciais, expandindo a pequena cidade e fundando, ali, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Padre João Andriola foi agente de Mobilização (Relações Públicas) do Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), no Estado da Paraíba, entre 1972/80, a convite do então presidente do Mobral/PB, Juarez César de Carvalho. Por essa razão, foi transferido para João Pessoa. Durante esse tempo foi vigário cooperador da Catedral de Nossa Senhora das Neves e Capelão das Igrejas Nossa Senhora das Mercês, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora da Penha.
Em 1980, transferiu-se para o Bairro do altiplano Cabo Branco, em João Pessoa. Deixou suas funções no Mobral e, a pedido de vários moradores do conjunto, passou a dedicar-se, exclusivamente, à construção da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, hoje Paróquia da Arquidiocesana da Paraíba.
Atualmente era vigário auxiliar da Paróquia, para onde chegou a mobilizar mais de três mil pessoas para a tradicional Missa de Cura, que acontece todos os primeiros sábados de cada mês, às 15h.
Da Redacão
WSCOM Online

Padre cajazeirense morre a caminho de uma unidade do PSF em João Pesoa Segundo Eliane Henrique, secretária da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o padre João Andriola era hipertenso e diabético.


 

Faleceu na tarde dessa sexta-feira (28), o padre cajazeirense, João Cartaxo Andriola. O padre foi vítima de uma parada cardíaca enquanto se dirigia a um posto do Programa de Saúde da Família (PSF) do bairro Altiplano, onde teria uma consulta marcada com o dentista. Ele chegou a ser socorrido pela equipe médica do PSF, mas faleceu no local. O padre João Andriola, tinha 76 anos e era natural de Cajazeiras (PB). Suas missas de cura e libertação, realizadas no primeiro dia de cada mês, chegavam a receber cerca de 3 mil fiéis. Ele foi o fundador da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do bairro Altiplano, na capital.
Segundo Eliane Henrique, secretária da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o padre João Andriola era hipertenso e diabético, mas não apresentava sinais de mal-estar nos últimos dias. “O padre João Andriola contribuiu muito para o bairro do Altiplano, foi ele quem construiu nossa igreja em 2006. Esta é uma grande perda para a comunidade católica de João Pessoa”, lamenta Eliane.
O padre João Andriola foi velado durante a noite desta sexta na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro do Altiplano. Uma missa de corpo presente foi presidida pelo Arcebispo da Paraíba Dom Aldo Pagotto na manhã deste sábado (29). Após a missa, o corpo do padre será levado ao Cemitério Parque das Acácias, onde foi sepultado.
Confira a história do padre João Cartaxo Andriola
O Sacerdote João Andriola
Nascido em Cajazeiras, terra do padre Rolim, a 23 de novembro de 1934, João Cartaxo Andriola, tinha76 anos, e era filho de Fancisco Ferreira Andriola e Ana Otília Cartaxo Andriola.
Fez o Curso primário, no Grupo Escolar Monsenhor Milanez, em Cajazerias; os cursos Ginasial e Colegial no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, em João Pessoa. Também fez os cursos de Filosofia e Teologia no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, à época em que foram reitores Dom Manuel Pereira da Costa e Dom Luís Gonzaga Fernandes.
Padre João, como ele era mais conhecido, ordenou-se sacerdote em 12 de janeiro de 1964, por Dom Zacarias Rolim de Moura, na Catedral Nossa Senhora da Piedade, em Cajazeiras, tendo completado este ano 47 anos de sacerdócio. Foi designado vigário da cidade de Santa Cruz, na Paraíba. Ali, onde fundou o ginásio Comercial Paulo VI, primeiro e único do município, de cujo educandário foi o primeiro diretor.
Mais tarde, desenvolveu gestões, com sucesso, para aquisição de prédio próprio do aludido estabelecimento de ensino. Naquela cidade, fundou, também, um ambulatório e uma maternidade, ainda em pleno funcionamento; idealizou e fundou, ali, o Centro Paroquial.
Depois foi, interinamente, vigário da cidade de Jericó, no período de 1968/69, em substituição ao sacerdote espanhol, Padre Jerônimo, que teve de viajar a sua terra natal. Naquela cidade, deu continuidade à construção do Ginásio Comercial Nossa Senhora dos Remédios.
No período de 1969/72, foi vigário na cidade de Ibiara, Sertão paraibano. Ali fundou o Ginásio Comercial Pe. Manoel Otaviano, do qual, também foi o primeiro diretor. Fundou a Maternidade e o Ambulatório São Vicente de Paula, transformado em Hospital; fundou o Centro Educativo Professora Edvierges Arruda, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Sociedade São Vicente de Paula, entidade que tem por objetivo ajudar a pessoas carentes; fundou, ainda, a Biblioteca Municipal, além do Clube de Jovens de Ibiara.
Ao ensejo da seca de 1970, prestou assistência aos flagelados desse e de outro municípios vizinhos, conseguindo frente de trabalho, através da Sudene; roupas e alimentos através da Cáritas Diocesana.
Posteriormente, na cidade de Santana de Mangueira, construiu uma gruta, em homenagem a Nossa Senhora, cujo projeto arquitetônico foi uma miniatura da Catedral de Brasília. Com a ajuda do município, logo começou a construir casas residenciais, expandindo a pequena cidade e fundando, ali, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Padre João Andriola foi agente de Mobilização (Relações Públicas) do Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), no Estado da Paraíba, entre 1972/80, a convite do então presidente do Mobral/PB, Juarez César de Carvalho. Por essa razão, foi transferido para João Pessoa. Durante esse tempo foi vigário cooperador da Catedral de Nossa Senhora das Neves e Capelão das Igrejas Nossa Senhora das Mercês, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora da Penha.
Em 1980, transferiu-se para o Bairro do altiplano Cabo Branco, em João Pessoa. Deixou suas funções no Mobral e, a pedido de vários moradores do conjunto, passou a dedicar-se, exclusivamente, à construção da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, hoje Paróquia da Arquidiocesana da Paraíba.
Atualmente era vigário auxiliar da Paróquia, para onde chegou a mobilizar mais de três mil pessoas para a tradicional Missa de Cura, que acontece todos os primeiros sábados de cada mês, às 15h.
Bruno de Lima, do Paraíba Verdade,  com Jornal O Norte e Wscom

HINO DO CAFUÇU

Cafuçu (É com ele que eu vou)
Kennedy Costa e Paulo Vieira

Cabelo com brilhantina
Duas lapadas de pinga
Pente no bolso
No corpo muita ginga
Medalhão no pescoço
Cheirando a Mistral

Lá vai o cafuçu 
brincar o carnaval (bis)

Quem passa em Tambaú 
Sabe o que é alegria
O cafuçu é uma eterna folia

Eu sou a cara da massa
E quando a gente passa
A moçada toda vai gritando assim

Olha o cafuçu
ô ô ô
Olha o cafuçu
Também sou
Olha o cafuçu
ô ô ô
Também vou
E é por isso que é com ele que eu vou, ê ô (bis)



Por falta de recursos carnaval de Cajazeiras não terá ornamentação diz Jr. Terra

Devido as grandes dificuldades enfrentadas para a realização do carnaval, visto que o governo do estado já anunciou que não disponibilizará recursos para realização de eventos em nenhuma cidade da Paraíba, a Prefeitura Municipal de Cajazeiras está buscando alternativas para conseguir realizar uma festa que venha de encontro aos anseios da população.
Com esse quadro desfavorável é inevitável que alguns cortes sejam feitos, como por exemplo na ornamentação que segundo o coordenador do carnaval 2011 Jr. Terra, esse  ano não irá ser colocada no corredor da folia. Para ele a idéia é oferecer ao folião um carnaval que agrade a todos mas dentro das possibilidades da prefeitura para este ano.
Jr. Terra  também afastou a idéia se ter um novo formato com 2 trios elétricos se reversando no corredor da folia e a retirada do palco principal, o que segundo ele estaria fora da realidade financeira e também por mexer diretamente com a tradicionalidade do evento.
O secretário confirmou que foi pedido por parte da comissão organizadora uma contrapartida dos 5 grandes blocos que realizam o carnaval no largo dos blocos (largo da Honda) de R$ 1.000,00 valor esse que foi dimiunuído para R$ 600,00 como forma dos blocos também ajudar na realização da festa, o dinheiro serviria para bancar duas bandas e um trio que faria animação do carnaval no período da tarde naquela área do carnaval.
Sobre as praças alternativas Jr. afirmou que irão acontecer mas esse ano em locais diferentes, já que no ano passado a praça do reggae e do rock dividiram o mesmo palco.
A entrevista do secretário foi prestada a rádio comunitária Fm Cidade na manhã desta terça feira 25.
Blogdofurao.com









sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Anchieta do Nordeste

O Anchieta do Nordeste - 1

Esta semana o padre José Andrade Alves, da diocese de Cajazeiras (PB), andou pesquisando informações sobre o tempo que o padre Inácio de Sousa Rolim (foto abaixo à esquerda) viveu em Crato, mais precisamente no Lameiro, no final da década 60 do século 19. Tudo porque o bispo diocesano de Cajazeiras autorizou o levantamento da vida do padre Rolim com vistas à abertura do processo de beatificação deste sacerdote. Com fama de santo, o educador padre Rolim foi chamado por Dom Pedro II de “O Anchieta do Nordeste”. A propósito, o médico-historiador Irineu Pinheiro, no livro “O Cariri”, publicado em 1950, escreveu textualmente o abaixo: “A esse sítio Lameiro, quem ali fosse há alguns anos atrás, veria ao lado poente da estrada, entre canaviais, em frente ao engenho d’água do coronel Nelson da Franca Alencar, (foto abaixo à direita) as ruínas melancólicas de uma ermida, emborcado no peitoril da janela de uma das paredes estragadas um sino de bronze, mudo havia lustros. Construiu-a o Padre Inácio de Sousa Rolim, um dos grandes educadores sertanejos do nordeste brasileiro, precisamente no local onde havia um velho Quarto de Orações, por ele derribado.
O Anchieta do Nordeste - 2


E continua Irineu Pinheiro: “Numa casa de tijolos, singular por ter no meio das paredes forquilhas de aroeira, que sustentavam as linhas do teto, muito próxima da capela, dedicada a N.S. da Conceição, morou o Padre uns quatro anos, a dizer as suas missas matinais, a fazer enxertos em árvores frutíferas, a cuidar ele mesmo, enxada em punho, de um trigal que plantou, limpando-o com amor, molhando-o com as águas da nascente do Loanda. Chegou a colher frutos da famosa gramínea, mas lhe não foi possível incorporá-la na nossa agricultura. Zangava-se quando o interrompiam nos seus trabalhos de lavoura. Vivia o Padre Rolim como um asceta, sozinho, a alimentar-se frugalmente, a dormir numas duras tábuas de cedro, tendo por travesseiro um tijolo de barro cozido, envolvido num paninho. Não admitia, absolutamente, entrassem mulheres na sua residência”.



sábado, 22 de janeiro de 2011

Governo do Estado pretende vender Hotel de Brejo das Freiras


"Governo não é gestor de hotel. Ele tem muitas funções primordiais, como saúde e educação. O que o Turismo precisa é de fomento." Palavras de Ruth Avelino, presidente da PBTur, na coluna Em Foco do Jornal da Paraíba de 23 de janeiro. O Estado tem pelo menos dez hotéis e pela declaração da presidente da PBTur, todos poderão ser vendidos em breve.


Uma excelente oportunidade para resgatar, recuperar e promover o pequeno paraíso que é a Estância Termal Brejo das Freiras, localizada no município de São João do Rio do Peixe, alvo de gestões incompetentes, inoperantes e politiqueiras ao longo dos anos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

TCU condena município de Cajazeiras a devolver R$ 448,5 mil

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o município de Cajazeiras a devolver R$ 448.537,95, valor atualizado, aos cofres do Fundo Nacional de Saúde (FNS). O convênio celebrado entre o FNS e o município não foi executado. O objetivo era construir 161 privadas higiênicas domiciliares no município. Cópia da decisão foi enviada à Procuradoria da República no Estado da Paraíba. O ministro Walton Alencar Rodrigues foi o relator do processo. Cabe recurso da decisão.

(Serviço: Acórdão nº 8049/2010 – 1ª Câmara / Processo: TC-018.939/2009-8)

Funcionários da ENERGISA ficam parcialmente despidos após assalto na PB-400 em Cajazeiras/PB

Um fato bastante incomum foi registrado na tarde de ontem, quinta-feira (20) por volta das 14hs30 na PB-400, quando dois funcionários da ENERGISA retornavam da cidade de São José de Piranhas para Cajazeiras e foram surpreendidos por três homens armados que trafegavam pela referida rodovia em um veículo GM Corsa Sedan, cor prata, com placas do Estado do Rio Grande do Norte, abordando os mesmos e em seguida obrigaram ás vítimas entregarem suas vestimentas, equipamentos de trabalho, celulares e dinheiro cerca de R$ 305,00.

Após a prática criminosa, os acusados tomaram rumo ignorado. As vítimas acionaram a PM e, diversas guarnições se deslocaram para as proximidades do Sítio Cocos – Zona Rural de Cajazeiras/PB, local onde aconteceu o fato, as motocicletas foram deixadas pelos elementos, mas as chaves foram levadas. A polícia pré-supõe que os uniformes e demais equipamentos subtraídos possam ser usados para praticar crimes pelo interior do Estado.

Da redação

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

DADOS HISTÓRICOS DA DIOCESE DE CAJAZEIRAS - PARAÍBA


O Papa São Pio X, pela Bula "Maius Catholicae Religionis Incrementam", criou, no dia 06 de fevereiro de 1914, a Diocese de Cajazeiras, desmembrando-a da Diocese da Paraíba que, nessa mesma data, foi elevada à dignidade de Metrópole. Considerando que a vasta extensão da Diocese da Paraíba dificultava o intercâmbio entre as Paróquias e a Sede Epsicopal, cujas distâncias atingiam entre 400, 500 e 550 Km e teriam de ser vencidas a pé ou a cavalo, o Sr. Arcebispo da Paraíba, autorizado pela S. Sé, resolveu criar uma Diocese no sertão do Estado, a fim de viabilizar e fortalecer a ação evangelizadora da Igreja, bem como vivificar o zelo sacerdotal dos párocos, mediante a proximidade do seu Pastor Diocesano. Outras cidades paraibanas foram cogitadas para a sede do novo Bispado, mas a escolha recaiu sobre a florescente cidade de Cajazeiras, por ser detentora de fortes tradições de linhagem espiritual e cultural, registrada na história como cidade luz, berço da instrução no interior do Estado. Encravada no extremo oeste da Paraíba, a Diocese de Cajazeiras abrangia, inicialmente, toda a região sertaneja deste Estado. A linha divisória de nossa Diocese com a Arquidiocese da Paraíba era formada pelos divisores d'água entre as Paróquias de Santa Luiza de Sabugi e Soledade, prolongando-se até a serra de Teixeira, e daí pelos limites que separavam a Paróquia de Teixeira das Paróquias de Patos e Piancó até o Estado de Pernambuco. Atualmente, a Diocese de Cajazeiras limita-se com as Dioceses de Crato(CE), Iguatu(CE), Mossoró(RN), Patos(PB) e Afogados da Ingazeira(PE). Sua superfície é de 14.867 Km2, ocupada por uma população de 533.909 habitantes. Em 54 municípios, possui 46 Paróquias e conta com 48 Presbíteros.


A CATEDRAL E SUAS BODAS DE OURO

Por José Antonio de Albuquerque
Tudo começou nos idos de 1836 com a construção de uma pequena casa de oração consagrada a Nossa Senhora da Piedade, por iniciativa de Ana Francisca de Albuquerque, Mãe Aninha, que junta com outras mulheres bateram o barro para fabricar os tijolos para utilizar na sua construção. 
Em 1859, no dia 29 de agosto, pela Lei Provincial nº 5, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade e a capela foi elevada à categoria de Matriz, tendo como primeiro vigário o Padre José Tomaz de Albuquerque, que foi também o primeiro prefeito da cidade de Cajazeiras, que por questões familiares e políticas migrou para o estado do Ceará, onde fundou a cidade de Tianguá. 
Dom Moisés Coelho
Em 1914, no dia 6 de fevereiro, São Pio X cria a diocese de Cajazeiras e neste mesmo ano, no dia 6 de novembro, o Papa Bento XV, nomeia o 1º bispo de Cajazeiras, Dom Moisés Coelho, que toma posse no dia 29 de junho de 1915, na Matriz Catedral, a antiga capela de Mãe Aninha, que já havia passado por uma grande reforma no ano de 1888 e outra em 1915, quando foi instalada a diocese. 
Em 1937, no dia 31 de janeiro, dia dedicado a São João Bosco, é lançada a pedra fundamental para construção da nova catedral de Cajazeiras, que está completando 70 anos de existência. 
Com uma procissão iniciada em frente do atual Colégio Nossa Senhora de Lourdes, o bispo Dom João da Mata e os padres Gervásio Coelho, Vicente Freitas e Acácio Rolim, juntamente com os fiéis católicos desta terra, chegaram até o terreno pela Rua Padre Rolim, onde foi celebrada uma missa, com a presença de várias autoridades do município, incluindo-se o prefeito Joaquim Matos de Sá.
Depois desta primeira procissão, muitas outras foram realizadas de diversos pontos da cidade, onde existiam pedreiras, para que os fiéis, em sinal de colaboração à construção da catedral, conduzissem pedras na cabeça para edificar a catedral. 
Ao leste da futura catedral já estava sendo erguido o palácio episcopal, obra iniciada no governo de Dom Moisés Coelho e ao oeste, o famoso casarão do Coronel Peba, considerado o cidadão de mais posses em nosso município. 
Dom João da Mata
Dom João da Mata foi transferido de Cajazeiras no ano de 1941, sem ver o seu sonho concretizado: o de concluir a construção da catedral. 
Em 1945, no dia 14 de janeiro, é nomeado o 4º bispo para a diocese de Cajazeiras, Dom Henrique Gelain, que tomou uma decisão: construir a torre da catedral, com 52 metros de altura, no pequeno espaço de 4 anos que passou a frente dos destinos da diocese de Cajazeiras. “Doe um tijolo e construa sua igreja”. Mas a campanha foi mais além, pois vieram os tijolos, as telhas, as pedras, a cal e muitos outros materiais e a torre foi edificada.
O substituto de Dom Gelain foi Dom Luiz do Amaral Mousinho, que foi substituído por Dom Zacarias Rolim de Moura, que assumiu os destinos da Diocese no dia 26 de julho de 1953, que tomou a decisão, mesmo sem estar concluída, fazer a nova catedral funcionar. 
O ano de 1950, no dia 13 de julho, foi realizada a primeira procissão de Nossa Senhora de Fátima, com a imagem trazida de Fátima, Portugal, pelo vigário Padre Américo Maia, daí veio a devoção a esta santa em nossa cidade, o que originou a criação de uma nova Paróquia, destinada à sua veneração, tendo como base a igreja matriz de Cajazeiras, construída por Mãe Aninha, nos idos de 1836, que foi a catedral de 1915 até 1957. 
Em 1957, no dia 20 de janeiro, um domingo, às 17:00 horas aconteceu a transladação solene da imagem de Nossa Senhora da Piedade para a nova catedral, não concluída, e posse no novo vigário, Padre Francisco Paulo Licarião.
A nova catedral, teve ainda como vigários: Monsenhor Vicente Freitas, que assumiu no dia 1º de março de 1959, que foi substituído por Dom Zacarias, em 31 de janeiro de 1960 e teve como cooperadores os padres José de Sousa Neto(1964) Antonio Luiz do Nascimento(1965). Em 1966, no dia 8 de maio, Mons. Vicente Freitas volta a assumir a paróquia. Foi neste período que o restante dos serviços da catedral foi impulsionado.
A catedral ainda sem o relógio
Em 1968, no dia 15 de julho, assume provisoriamente o comanda da catedral o Pe. Sólon Dantas de Freitas, sendo substituído, também provisoriamente pelo Pe. José Loureiro Lopes, de 15 de janeiro a 15 de julho de 1968.
Em 1969, assume, na condição de pároco, o Monsenhor Luiz Gualberto de Andrade, durante 7 anos e 19 dias, sendo substituído no dia 27 de junho de 1976 pelo Padre Gervásio Fernandes Queiroga, permanecendo 2 anos a frente da paróquia. Foi sob o comando de Padre Gervásio que a catedral foi consagrada no dia 14 de setembro de 1978, sendo sagrante Dom Zacarias Rolim de Moura e como consagrante Dom José Mauro Ramalho Alarcón e Santiago, bispo de Iguatu-Ceará e como cerimoniário o Pe. José Doth, que é o atual bispo de Iguatu. Padre Gervásio foi substituído pelo padre Antonio Luiz do Nascimento, no dia 6 de setembro de 1979, onde permaneceu até o dia 3 de março de 2004, quando tomou posse o Padre Agripino, atual vigário.
A igreja catedral de Cajazeiras é um dos símbolos mais importante da fé dos cajazeirenses e o principal cartão postal da cidade.