domingo, 5 de dezembro de 2010

Mirante do Canto - Martins

Bela visão ao fundo
O bar e restaurante é bem  aconchegante


O velho Chico já procura lugar para se acomodar
Parece que estamos vendo a partir do céu


A barragem lá embaixo

Vegetação típica da região

Uma boa opção em Martins: o Hotel Serrano

Há várias  acomodações em Martins, mas de longe o Hotel Serrano é a melhor opção, além dos vantajosos preços da diária casal variam de R$ 104,00 na baixa estação a R$ 148,00 na alta.
Em Martins, os meses de julho e agosto são considerados de alta estação, assim como os feriados religiosos, como Páscoa e Natal, Carnaval e Ano Novo. 
 O hotel está localizado  no centro de Martins, a 100 metros da igreja Matriz.

O hotel oferece 49 apartamentos com varanda, rede, frigobar, TV e telefone. O padrão do quarto é com uma cama de casal e uma de solteiro.

O restaurante do hotel nos meses de julho e agosto promove festival de fondue nas noites de sábado.

O hotel Serrano ainda oferece salão de eventos, escritório virtual, lavanderia e estacionamento privativo.
Minha irmã, Anacélia, com papai.

Área arborizada com piscinas adulto e infantil, além de sala de jogos.

Minha irmã Anacleide com papai, aos fundos a área de piscina

Cidade de Viçosa - Rn

 Viçosa é o município menos populoso do estado do Rio Grande do Norte 
  Localizado na microrregião de Pau dos Ferros. 
 De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2000, sua população é de 1.586 habitantes.
 Área territorial de 38 km².
 Entrada da cidade.
 Igreja Matriz
Mas o que impressionou na cidade é a sua urbanização impecável e uma cidade limpa.

Cidade de Portalegre - Rn


 Antes de Umarizal passa na pequena cidade de Riacho da Cruz
É uma pequena cidade  de 2.701 habitantes
 Porta , município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado na microrregião de Umarizal. 


 Igreja Matriz

 Mirante da Boa Vista.
Mirante da Boa Vista.

Subindo a Serra do Martins

A subida da serra encanta a muitos turistas que visitam Martins
O ar puro, fresco e um clima frio no meio do sertão
O clima típico de serra, tem uma média de 19°C
 À noite, nas cidades serranas, as temperaturas caem para 15, 14 graus e o ambiente fica mais aconchegante.
Bem longe das praias, o lugar revela um lado do Nordeste que pouca gente conhece: o frio.
Uma visão esplendorosa da natureza.
 
Belo panorama
RN-117, a rodovia pra subir a serra.
Foto um tanto quanto poética.
Belas formações rochosas


Outro ângulo
Dizem que, à noite, é possível identificar até 19 cidades do Oeste Potiguar.
Formações rochosas para todo gosto.



A Serra de Martins, de 750 metros, tem em seu topo uma pequena cidade, que concentra construções antigas e ruas pacatas. Apesar de estar em pleno sertão potiguar, o município tem cada vez mais consciência de seu potencial turístico, tanto que passou a promover alguns programas, digamos, "importadores", como festivais de fondue.

 Além do clima agradável, a natureza exuberante e a belíssima paisagem.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

*O HOMEM MAIS SABIDO DE CAJAZEIRAS*

 Em 1975 foi publicada a primeira edição do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de autoria de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Foi, e continua sendo fenômeno editorial brasileiro. Só não vendeu mais que a bíblia, no Brasil.

Bem, Cajazeiras poderia ter um colaborador para esse fenômeno editorial, tendo em vista que ele era um apaixonado por palavras. Apaixonado ao ponto de ser um exibidor de vocabulário escorreito, digo: apurado. Suas palavras eram pronunciadas ao sabor da prolixidade, digo: muito longo, ou difuso.

Não, o nosso personagem amante da língua pátria não era escritor, não era jornalista, não era intelectual, no sentido lato, digo: amplo, da palavra, não freqüentava as rodas literárias de Cajazeiras, não tinha liame, digo: ligação, com a nata, digo: o que há de melhor, da intelectualidade cajazeirense contemporânea, digo: que vive na mesma época.

A vaidade e a erudição, digo: instrução vasta e variada, de nosso personagem, com certeza se renderia aos apelos e a ovação, digo: aplausos ou honras entusiásticas, de entrar para a Academia Cajazeirense de Letras, se assim houvesse.

Sua sapiência, digo: sabedoria divina, encantava e admirava a todos. A todos que se rendiam a seu estilo loquaz, digo: palavroso, verboso.

Essa figura impoluta, digo: pura, virtuosa, não tinha escritório de advocacia para verbalizar data vênia, digo: expressão respeitosa com que se principia uma argumentação, e logorréias, digo: hábito de falar com excesso.

Talvez nossa figura em destaque fosse o precursor, digo: que precede, da criação genial do dramaturgo Dias Gomes, Odorico Paraguassu. O linguajar rebuscado, digo: requintando, era sua marca registrada.

Afinal, se ele não estava numa banca de advocacia, onde ele estaria então? Estava ele num banco. Não, não era no Banco do Brasil. O seu banco, era o banco onde ele estava sentado vendendo tudo que uma budega sortida tinha para atender sua clientela. Sentado em seu banco, atendia a todos. Aos matutos, que se lhe rendiam basbaque, digo: que fica pasmo diante de tudo, e os urbanos de Cajazeiras.

Sua budega era bem provida, bem arrumada, bem limpa, de balcão bem organizado, distante dos balcões de outras budegas que serviam pinga em balcões sujos e imundos devido as goipadas dos pinguços dadas ao seu pé em louvor à dose do santo. 

Sempre com seu dicionário apostos em sua mesinha de trabalho, onde ficava a gaveta do caixa, ali lia e relia (percebi o cacófato, digo: som destoante) as páginas de seu dicionário, de onde sairiam suas palavras difíceis arremessadas aos fregueses.

Se lhe perguntassem: - “Tem palito de dente?”, ele responderia: - “Você, nobre freguês, está a procura de pequenos gravetos propícios à extração de restos alimentares pós refeições?”.  E se procurassem por rapadura, teriam como resposta: - “Meu caro freguês, você está solicitando um retângulo sólido, de doce natural, extraído da planta da família das gramíneas, processado via mecanismo laboral artesanal?”. Um rapaz queria sal de cozinha, e ele respondia: - “O jovem imberbe está a requisitar cloreto de sódio, cristalino, branco, usado na alimentação?”

Em conversas com pessoas, se lhe contestassem o sentido de uma palavra, era o mesmo que chamá-lo para a briga, não a briga braçal, mas o acinte, digo: a provocação, em desmoralizá-lo em sua verborragia, digo: grande abundância de palavras, mas com poucas idéias, no falar ou discutir.

Por todo seu esforço em querer falar difícil e bonito, conquistando a admiração principalmente dos matutos, ele é considerado o homem mais sabido de Cajazeiras. Nem que seja nas mesas de bares e esquinas onde a galhofa e o palavrório é a tônica.

Seu nome é: Zecão.

Eduardo Pereira do Blog AC2B
E-mail: dudaleu1@gmail.com

O MAESTRO ESMERINDO CABRINHA

Banda Feminina da Prefeitura de Cajazeiras anos 60 no aniversário de Patos - PB, sob a batuta do maestro Esmerindo Cabrinha
Cajazeiras já teve muitos músicos que abrilhantaram as festas em clubes sociais, festas cívicas em comemoração ao aniversário da cidade, em desfiles de 7 de setembro e em apresentações sócio-culturais da cidade, como as festas nas paróquias com suas quermesses. Em fim, em várias outras ocasiões, que fazia de Cajazeiras uma cidade destaque na Paraíba.

Mas, eu gostaria de falar do músico que mais se destacou na cidade que ensinou a Paraiba a ler. Refiro-me ao seu Esmerindo Cabrinha da Silva, que era meu vizinho da Rua Pedro Américo. Ele era casado com dona Lilia, e sendo pai de José (Zé), Luiz, Airton, Gilberto, Paulo Roberto (Jiquirir), Eladir, Eliete e Elenir.
Seu Esmerindo, além de excelente maestro que era, tinha ele o domínio de tocar saxofone e clarinete. Dentre esses filhos, dois deles seguiram seus passos na qualidade de músico. José (Zé) e Gilberto. Assim como seu pai, Zé gostava também de tocar o saxofone. Gilberto tomou gostou pelo violão, afoxé e atabaque.

Seu Esmerindo gostava de sentar na sua cadeira de balanço, na calçada da sua casa, todas às noites, para um bate papo em companhia de dona Lilia, minha mãe (dona Bia), dona Janoca, dona Soledade Macedo, em fim, da vizinhança. Eu, como toda criança, que gosta de chamar a atenção do adulto com brincadeiras ou presepadas, era aí que eu fazia imitações de um saxofonista, de um trompetista, de um pandeirista, e de outros instrumentos, com gestos das mãos e o som vindo da boca. Às vezes, ele me pedia bis e ao atendê-lo, ele ficava todo risonho com minhas imitações.

Nos fundos do Círculo Operário de Cajazeiras funcionava a sede da Orquestra Manaíra, de propriedade de Mozart Assis e muitas vezes eu tive a oportunidade de assistir aos ensaios da Manaíra, principalmente quando se aproximava o Carnaval. A Manaíra sempre se apresentava no Cajazeiras Tênis Clube, que era frequentado pela elite cajazeirense. Vários músicos já tocaram na Orquestra Manaíra, entre eles, Vicente de Joaninha, que também morava na minha rua; Milton; Rivaldo Santana; Mozart Assis; etc.

Seu Esmerindo Cabrinha foi maestro pioneiro da Banda Feminina da Prefeitura de Cajazeiras, que chegou a se apresentar na cidade de Patos, em desfile nas ruas dessa cidade, por ocasião das festas daquele município. Ele também morou em Aurora, no Ceará, onde foi trabalhar com a banda de música da Prefeitura local. Ele é o autor da melodia do Hino da cidade de Bom Jesus, na Paraíba.

PEREIRA FILHO do Blog AC2B
Radialista
Brasília – DF
jfilho@ebc.com.br

RADIALISTA ZEILTO TRAJANO

Nias Gadelha, Zeilto Trajano e Julio Bandeira


Muitos radialistas não cajazeirenses e sim cajazeirados, fizeram história na “Cidade que ensinou a Paraíba a ler” e um deles foi marcante na história da radiodifusão de Cajazeiras. Seu nome é Zeilto Trajano de Sousa, que nasceu em Pombal, Paraíba, em abril de 1944.

Zeilto casou-se com a senhora Francisca de Lima Sousa e era pai de quatro lindas meninas: Nadja, Alba, Kátia e Márcia. Era filho de Otacílio e Nely, e tinha como irmãos; Socorro, Zelita, Zita, Maria do Carmo e Otacílio Trajano, que também militou ou milita no rádio.

Ele iniciou suas atividades em Pombal em microfone de serviços de alto falantes, no início da década de 60, em carro de som, que circulava nas ruas de Pombal, fazendo propaganda das Lojas Paulista. Aos sábados ele ficava nas portas da referida loja convocando as pessoas que por ali passavam a entrarem e comprar produtos mais baratos.

Tempos depois ele foi trabalhar na Difusora Rádio Maringá, de propriedade do senhor Raimundo Lacerda, conhecido por Raimundo Sacristão). Em 1967, Zeilto recebeu convite para trabalhar na Rádio Alto Piranhas, de Cajazeiras, emissora da Paróquia, que era conhecida como a Rádio do Bispo e em pouco tempo que estava nessa emissora começou a exercer o cargo de diretor. Ele também era narrador esportivo da emissora. Zeilto veio a projetar-se na Rádio Alto Piranhas e conquistou audiência com programas criados por ele, a exemplo da “Discoteca Dinamite”, de cunho jornalístico, juntamente com o médico doutor Júlio Bandeira de Melo. Outro programa de Zeilto com grande audiência na região, era aos domingos, “Encontro com Nelson”, onde rolava músicas de Nelson Gonçalves e outros cantores. Ao completar 15 anos com esse programa, ele teve a oportunidade de entrevistar no seu programa o referido cantor.

Zeilto Trajano teve a oportunidade de transmitir direto de sua cidade, Pombal, através dos microfones da Rádio Alto Piranhas, a Festa do Rosário, a mais conhecida festa religiosa da região. Transmitiu ainda uma festa direto do Pombal Ideal Clube, intitulada “A Paraíba em Uma Noite”. Fez também a cobertura da inauguração da rodovia federal BR 427, que liga Pombal ao Rio Grande do Norte, com a presença do então ministro dos Transportes, Mário Andreazza.

Ele criou slogans para enaltecer Cajazeiras onde costumava dizer através dos microfones da Rádio Alto Piranhas, “Minha Linda Cajazeiras” e uma vinheta da emissora: “Rádio Alto Piranhas, a única emissora de Cajazeiras, na Paraíba, que o Nordeste conhece”.

Zeilto também tinha na veia, uma outra habilidade: a música. Ele fundou uma orquestra em Cajazeiras, chamada de “Chaveron”. Tempos depois fundou mais duas orquestras com os nomes de “Chavereque” e “Oritimbó”, que animavam as matinês dos clubes na época dos carnavais de Cajazeiras. Ele compôs uma música carnavalesca intitulada “Maroaje”.

Depois de 18 anos na Rádio Alto Piranhas, Zeilto foi trabalhar na Rádio Arapuã, de João Pessoa, assumindo a direção comercial dessa emissora e apresentava o programa “Café da Manhã”.

Certo dia, foi para o Aeroporto Castro Pinto para fazer a cobertura da chegada do então Presidente da República, Ernesto Geisel, que foi para a Paraíba cumprir agenda de compromissos com o governo do estado. Ao finalizar a transmissão, se sentiu cansado, debruçou no volante do seu carro e começou a passar mal. A partir daí foi levado imediatamente para a Casa de Saúde São Vicente de Paula, de João Pessoa, aonde veio a falecer de aneurisma, em 25 de agosto de 1982. Seu sepultamento foi em Pombal onde teve um grande acompanhamento de pessoas de todas as classes sociais dessa cidade.

Eu tive um grande prazer em ter trabalhado com Zeilto Trajano, na Rádio Alto Piranhas, em 1971, e admirava muito o seu jeito de saber cativar as pessoas com sua simplicidade, seu caráter e dinamismo. Junto com Zeilto e demais colegas da emissora, viajei para São José de Piranhas (Jatobá), onde fomos jogar uma partida de futebol de salão, contra uma equipe local. Viajei ainda para Sousa juntamente com a equipe de esportes da Rádio Alto Piranhas, para fazer uma cobertura de um amistoso contra a Seleção de Sousa. Sou um profissional realizado, por ter trabalhado com radialistas de grande nível, a exemplo de Zeilto Trajano, Jota Gomes e Almair Furtado, colegas esses que já partiram para um outro mundo.

PEREIRA FILHO do Blog AC@B
Radialista
Brasília – DF

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vereadores aprovam Ficha Limpa e Cajazeiras passa a ser 3ª cidade da PB a ter nova regra

Do PolíticaPB
01033Os vereadores do município de Cajazeiras aprovaram o projeto de Lei Ficha Limpa que versa sobre a nomeação de cidadãos em cargos comissionados e que tenham contra si condenação em julgamento ou proferida por órgão colegiado, dispondo sobre vedação de nomeações para ocupação de cargos ou funções de confiança no âmbito da administração pública municipal.
Com isso a cidade sertaneja passa a ser a terceira da Paraíba com a Lei aprovada esperando apenas pela sanção do prefeito, no caso Léo Abreu. Teixeira e Campina Grande também já aprovaram a nova regra. Em Piancó também já foi apresentado o projeto.
A aprovação ocorreu durante a última sessão do ano na casa realizada na noite de ontem (30) sob o comando do presidente da Câmara Municipal Marcos Barros (PSDB). O projeto “Ficha Limpa” é de propositura do vereador Severino Dantas (PT).
O petista agradeceu aos colegas pela aprovação do projeto e disse ser um importante início para a moralização do serviço publico na terra do Padre Rolim.
Os vereadores aprovaram também o orçamento do executivo para 2011 com um adicional de 10%. O orçamento votado foi de cerca de R$ 57 milhões de reais.
O projeto mais esperado pelos cajazeirenses, que trata da abertura do edital para o concurso público não foi votado. Os vereadores encaminharam o projeto do executivo às comissões da casa para análise.
Fonte: Portal Guia G2